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Título: Leveduras vivas em dietas de alta forragem para novilhas
Autor : Guimarães, Amanda Vasconcelos
Primeiro orientador: Silva Filho, José Cleto da
Primeiro membro da banca: Pereira, Marcos Neves
Segundo membro da banca: Garcia, Iraídes Ferreira Furusho
Terceiro membro da banca: Pereira, Renata Apocalypse Nogueira
Quarto membro da banca: França, Patrícia Maria de
Palavras-chave: Saccharomyces cerevisiae
Fibras
Fibers
Yeast
Heifers
Data da publicação: 26-Ago-2015
Agência(s) de fomento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Referência: GUIMARÃES, A. V. Leveduras vivas em dietas de alta forragem para novilhas. 2015. 66 p. Tese (Doutorado em Zootecnia) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2015.
Resumo: Forragens de baixa qualidade resultam em menores taxas fermentativas e afetam negativamente a produtividade de ruminantes. Esta condição justifica a utilização de estratégias de alimentação capazes de melhorar o aproveitamento desse tipo de forragem pelo animal. Leveduras vivas podem melhorar a eficiência de aplicação dos recursos utilizados na alimentação animal. O efeito da levedura sobre o desempenho e digestibilidade de novilhas leiteiras, alimentadas com forragem tropical ou temperada, de baixa qualidade e alta inclusão dietética, foi avaliado. As novilhas foram alimentadas individualmente em tie stall. Trinta e seis novilhas mestiças (144 ± 70 Kg de peso inicial) receberam uma dieta de padronização por 12 dias, e em seguida, o tratamento por 126 dias, com ajuste de covariável em delineamento em blocos casualizados. Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 2 x 2, sendo dois tipos de feno (Tifton ou Aveia), com levedura (Saccharomyces cerevisiae) ou controle. Uma mistura de soja, núcleo mineral e 10g de levedura (2x 1010 UFC de células vivas) foi ofertada diariamente e previamente antes do fornecimento do feno, para garantir o total consumo. A proporção da dieta (% MS) foi de 91,5% de volumoso e 7,4% de farelo de soja. A suplementação com levedura aumentou o consumo de matéria seca na dieta com feno de Tifton (5,0 vs. 4,6 kg, P= 0,05). O tratamento feno de aveia proporcionou maior ganho que o tratamento com feno de tifton (0,44 vs 0,29 kg) e maior eficiência (0,10 vs 0,07, P<0,01). Levedura induziu ganho de altura no tratamento com feno de tifton (117 vs 121, P<0,02). A digestibilidade da MS, MO e FDN não respondeu à suplementação com levedura. Os tratamentos com feno de aveia apresentaram maior digestibilidade da MS, MO e da FDN (P<0,01). A suplementação com levedura tendeu a reduzir o tempo da primeira refeição (P=0,11). A taxa de ingestão (kg/min) foi maior no tratamento com feno de tifton (91 vs 80). Levedura estimulou a síntese de proteína microbiana no feno de tifton (1,23 vs 1,00, P<0,01). O pH e a amônia ruminal foram maiores nos tratamentos com feno de tifton (média de 6,1 e 6,5, respectivamente). Levedura mudou o padrão ingestivo quando foi utilizado o feno de aveia, houve um maior consumo no período da tarde (P<0,01) e menor pela manhã (P<0,05). Os tratamentos com tifton induziram maior rejeição de partículas finas (P=0,01). Em dietas de alta forragem e baixa qualidade a suplementação com levedura não melhorou a digestibilidade da fibra em detergente neutro. Entretanto, levedura teve efeito negativo sobre o consumo, ganho de peso e eficiência alimentar de novilhas consumindo feno de aveia, e efeito positivo sobre o consumo de matéria seca e a síntese de proteína microbiana de novilhas consumindo feno de tifton.
Abstract: Low quality forage result in lower fermentation rates and negatively affect ruminant productivity. This justifies the use of feeding strategies capable of improving the exploitation of this type of forage by the animals. Live yeast can improve the efficiency of resources applied to animal feed. We evaluated the effect of yeast over performance and digestibility of dairy heifers fed with low quality and high diet inclusion, tropical or temperate forage. The heifers were individually fed in tie stall. We fed 36 hybrid heifers (initial weight of 144 ± 70 kg) a standardizing diet for 12 days and, subsequently, were treated for 126 days with co-variable adjustment in randomized blocks design. The treatments were arranged in 2x2 factorial scheme with two types of hay (Tifton or oat) and yeast (Saccharomyces cerevisiae) or control. A mixture of soy, mineral premix and 10 g of yeast (2x1010 c.f.u. of live cells) was offered daily and before the hay to guarantee total intake. Diet proportion (%DM) was of 91.5% of forage and 7.4% of soybean meal. The supplementation with yeast increased dry matter intake of the diet with Tifton hay (5.0 vs. 4.6 kg, P=0.05). The oat hay treatment provided higher gain than the treatment with Tifton hay (0.44 vs 0.29 kg) and higher efficiency (0.10 vs 0.07, P<0.01). The yeast induced height gain in the treatment with Tifton hay (117 vs 121, P<0.02). The digestibility of DM, OM and NDF (P<0.01). The supplementation with yeast tended to reduce the time of the first meal (P=0.11). Intake rate (kg/min) was higher in the treatment with Tifton hay (91 vs 80). Yeast stimulated the synthesis of microbial protein for Tifton hay (1.23 vs 1.00, P<0.01). The pH ruminal ammonia presented higher values with Tifton hay (average of 6.1 and 6.5, respectively). Yeast changed the digestive pattern when using oat hay, presenting higher intake in the afternoon (P<0.01) and lower in the morning (P<0.05). The treatments with Tifton induced higher rejection of fine particles (P=0.01). The diets with high forage and low quality, the supplementation with yeast did not improve digestibility of neutral detergent fiber. However, yeast presented a negative effect over intake, weight gain and feed efficiency of heifers fed oat hay and positive effects over intake of dry matter and the synthesis of microbial protein of heifers fed Tifton hay.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/10283
Idioma: por
Aparece nas coleções:DZO - Zootecnia - Doutorado (Teses)

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