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Infecção por Mycobacterium sp. em herbívoros selvagens de cativeiro no Rio Grande do Sul: estudo retrospectivo e detecção imuno-histoquímica (2003-2015)
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Resumo
A tuberculose é uma enfermidade infectocontagiosa,
debilitante, causada por bacilos álcool-ácido resistentes
(BAAR), pertencentes ao complexo Mycobacterium
tuberculosis (CMT). As micobacterioses têm importância
em Medicina Veterinária devido ao seu potencial zoonótico
e sua distribuição mundial, afetando todas as classes de
vertebrados. Em animais selvagens as micobacterioses têm
sido um problema relatado principalmente em cativeiro.
Contudo, há relatos de sua ocorrência também em animais
de vida livre, colocando em risco e dificultando os programas
de erradicação da tuberculose em animais de produção.
O diagnóstico nas espécies selvagens em geral é post
mortem, uma vez que o teste de tuberculina não está padronizado
para essas espécies, assim como não é confiável
para triagem. São consideradas para o diagnóstico lesões
de necropsia, observação microscópica de BAAR na coloração
de Ziehl-Neelsen (ZN) e, principalmente, isolamento
e identificação do agente. No entanto, apenas os achados
morfológicos macro e microscópicos não permitem distinguir
a espécie de Mycobacterium envolvida. A técnica de
imuno-histoquímica (IHQ) com anticorpo policlonal anti-
-M. tuberculosis confirma a infecção pelo CMT, mas não é
específica, pois pode ocorrer marcação de outras micobactérias.
As características histológicas, os achados na coloração
de ZN e na IHQ de 13 casos de herbívoros selvagens
diagnosticados com tuberculose no Setor de Patologia Veterinária
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(SPV-UFRGS) no período de 2003 a 2015 são descritos. A
partir das amostras em blocos de parafina foram confeccionadas
novas lâminas histológicas, coradas com hematoxilina
e eosina (HE) e ZN. Cortes foram submetidos à técnica de
IHQ para detecção do CMT. Todos os animais eram adultos,
provenientes de cativeiro e incluíram lhama (5/13), cervo
sambar (4/13), camelo (1/13), cervo vermelho (1/13),
anta brasileira (1/13) e antílope Nilgai (1/13). Na IHQ
observou-se imunomarcação acentuada (4/13), moderada
(4/13) ou discreta (4/13), exceto em um caso, em que não
havia quantidade suficiente de material. As características
histológicas, bem como os achados na coloração de ZN e na
técnica de IHQ confirmaram o diagnóstico de infecção por
Mycobacterium sp. e foram considerados métodos rápidos
e eficientes, de forma que podem ajudar na prevenção da
disseminação da doença em animais.
Abstract
Tuberculosis is a debilitating infecto-contagious disease, caused by an acid-fast bacillus
(AFB) that belong to different species of the Mycobacterium tuberculosis complex (MTC).
Mycobacteriosis are important diseases in veterinary medicine because of their zoonotic
potential and worldwide distribution, affecting all classes of vertebrates. In wild animals
the mycobacteriosis have been reported mainly as a problem in captivity. There are also
reports in free-ranging wildlife, endangering and hampering tuberculosis erradication programs
in animal production. The diagnosis of the disease in wildlife is usually postmortem,
because the tuberculin test is not standardized for wildlife species, and also it is not reliable
for screening. The postmortem diagnosis is based on macroscopic findings, microscopic
detection of AFB at Ziehl-Neelsen staining (ZN), and mainly isolation and identification of
the agent. However, only gross and microscopic exams do not allow to distinguish the species
of Mycobacterium involved. The immunostaining with polyclonal anti-Mycobacterium
tuberculosis confirms tuberculosis infection, but is not specific; there may be marking of
other mycobacteria. The aim of this study was to describe the histologic findings, of ZN staining
and immunohistochemistry technique (IHC) of 13 cases of wildlife herbivores diagnosed
with tuberculosis in the Setor de Patologia Veterinária of the Universidade Federal
do Rio Grande do Sul (SPV-UFRGS) during the 2003- 2015 period. Formalin fixed paraffin
embedded tissues were recut, stained with hematoxylin and eosin and ZN, and samples
were submitted to the IHC (anti-M. tuberculosis marking, streptavidin-biotin peroxidase
method). All animals included were adults living in captivity and belonged to the following
species: llama (5/13), sambar deer (4/13), camel (1/13), red deer (1/13), Brazilian
tapir (1/13) and Nilgai antelope (1/13). The IHC revealed immunostaining of accentuated
(4/13), moderate (4/13) and discrete (4/13) intensity, except in a case with insufficient
material. The histological features, findings in ZN staining and IHC in the wild herbivores
with tuberculosis lesions allowed the diagnosis of infection with Mycobacterium sp., turning
into fast and efficient methods of diagnosis, which can help to prevent the spread of
this disease in animals from the same herd.
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Citação
RIBEIRO, V. L. et al. Infecção por mycobacterium sp. em herbívoros selvagens de cativeiro no Rio Grande do Sul: estudo retrospectivo e detecção imuno-histoquímica (2003-2015). Pesquisa Veterinária Brasileira, Rio de Janeiro, v. 37, n. 1, p. 58-65, jan. 2017.
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