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Mulher, terra e trabalho: trajetória femininas na agricultura familiar mineira nos anos 1990

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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)

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Áreas Temáticas da Extenção

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Dados abertos

Resumo

Este trabalho analisa trajetórias femininas na agricultura familiar mineira nos anos 1990. Buscou-se compreender como essas trajetórias influenciaram a participação da mulher na composição das estratégias familiares, e nas relações sociais estabelecidas ao longo do percurso da família. A metodologia da pesquisa baseou-se em uma abordagem qualitativa, através de estudo de caso em dois locais: a comunidade de Boa Vista, em Itaguara/ MG, e o Assentamento Dom Orione, Betim/MG. Considerou-se a família como unidade de estudo. A coleta de dados ocorreu a partir de entrevistas semi-estruturadas, com roteiros pré-elaborados, além de observações è Imotãçòes ém^ãdèmíntelcainpQ. Boa Vista é composta por agricultores estabelecidos nõTocal há mais de 200 anos. Combinam atividades agrícolas e não agrícolas. As mulheres dedicam-se a trabalhos relacionados com a casa, agricultura e ao tear mineiro. O tear permite uma redefinição das relações de gênero, do ponto de vista econômico, ao modificar algumas das atribuições familiares, a jornada doméstica e as estratégias de gestão da unidade produtiva. Mas essa redefinição não se afirma para as mulheres, que reproduzem o discurso da subordinação e invisibilidade. Conclui-se que, no domínio rural onde a pluriatividade se destaca, o ambiente agrário a restringe, valorizando o agrícola, tomando-a complementar e acessória. O Assentamento Dom Orione é formado por famílias migrantes, de origem rural, com experiências de assalariamento rural e urbano. Dedicam-se a atividades agrícolas, principalmente horticultura e lavouras de mantimentos. As mulheres envolvem-se em atividades domésticas, produtivas e de gestão comunitária. No entanto, essas atividades são entendidas como parte das obrigações femininas. Pode-se pensar que há um recuo na autonomia das mulheres a partir do assentamento. Ali, a subordinação delas à família é mais explícita, sendo maiores os mecanismos de controle. Nesse espaço rural, mais próximo do urbano, o agrícola se sobressai, restringindo e subordinando a participação das mulheres.

Abstract

This work analyzes the feminine trajectories in the mineira family agriculture in the 90ies. The comprehension ofhow these trajectories influenced woman's participation in the composition ofthe fàmily strategies and in the social relations established along the family lifetime was searched. The methodologyofthe research was based on a qualitative approach, through case study in two places: the Boa Vista community, in Itaguara/MG, and the Assentamento Dom Orione, Betim/MG. The family was considered as a study unit. The data collecting used semi-structured interviews, with pre-elaborated scripts, besides observation and field note. Boa Vista is composed by farmers that have been living there for more than 200 years. They combine agricultural and non-agricultural activities. The women dedicate themselves to housework, agriculture activities and to the mineiro weaver loom. The weaver loom allows a redefinition ofgenderrelations, inthe economic view, by modifying some ofthe family attributions, the domestic jòumey and the management strategies ofthe productiveunit. But this redefinition does not affirm itselffor the women, which reproduce subordination and the invisible speech. It was concluded that, in the rural domain where multi-activity stands out, the agrarian environment restricts it, valorizing agriculture, tuming the multi-activity into a complement and accessory. The Assentamento Dom Orione is formed by migrant families, of rural origin, with experiences ofrural and urban wage earning. They dedicate themselves to agricultural activities, especially horticulture andprovision crops. The women are involved in household, productive and community management activities. However, these activities are understood as part of the feminine obligations. It can be thought thatthere is a retraction in women's autonomy the Assentamento.There, their subordination to the family is more explicit, and control mechanisms are stronger. In this rural área, closerto the urban site, the agricultural activities stands out, restricting and subordinating the women's participation.

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MEDEIROS, R. M. Mulher, terra e trabalho: trajetória femininas na agricultura familiar mineira nos anos 1990. 2001. 112 p. Dissertação (Mestrado em Administração Rural) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2001.

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