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Lactuca sativa: bioindicador para análise do efeito genotóxico de peçonhas
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Universidade Federal de Lavras
Faculdade, Instituto ou Escola
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Departamento de Biologia
Programa de Pós-Graduação
Programa de Pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas
Agência de fomento
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)
Tipo de impacto
Áreas Temáticas da Extenção
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Dados abertos
Resumo
Estudos de citogenotoxidade permitem avaliar, estabelecer e
compreender mecanismos de ação de diversos agentes tóxicos, sejam eles físico,
químicos ou biológicos; bem como a extenção de seus efeitos. O efeito
citogenotóxico da maioria das peçonhas ainda é pouco explorado. Toxinas de
peçonhas tem uma ampla gama de atuação, inclusive na fabricação de fármacos,
quando se conhece seus efeitos detalhadamente e é possível manipular suas
concentrações. Os modelos vegetais se apresentam como bons organismos para
testes alternativos às cobaias animais por serem de fácil proliferação e manejo,
além de não esbarrarem em empecilhos legais e/ou éticos quanto a sua
aplicação. Neste sentido, este trabalho objetivou mostrar os efeitos
citogenotóxicos da peçonha de uma espécie de escorpião (Tityus serrulatus),
duas espécies de vespas (Polybia ocidentalis e P. fastidiosa) e seis espécies de
serpentes (Bothrops atrox, B. jararacussu, B. moojeni e B alternatus, Lachesis
muta e Crotalus durissus terrificus) sobre células meristemáticas de ponta de
raiz de Lactuca sativa (alface) – um modelo vegetal amplamente empregado em
testes de toxidade, com eficiência comprovada. Foram observados efeitos
tóxicos significativos para todas as nove espécies estudadas. Os resultados
mostraram que o modelo vegetal foi eficiente para prospecção da atividade
citogenotóxica das peçonhas, com resultados em concordância com efeitos em
células humanas. Os mecanismos inerentes à toxidade foram atribuídos a uma
série de metabólitos, proteases, enzimas e outras substâncias, como o
mastoporam e também a ações neurotóxicas das peçonhas, interrompendo o
funcionamento de canais iônicos e a indução e ação direta no mecanismo de
sinalização e regulação do stress oxidativo.
Abstract
Cyto and genotoxicity studies allow the evaluation, understanding and
establishment of action mechanisms and the extension of the effects of various
toxicants, whether they are physical, chemical or biological. The cytogenotoxic
effects of most of the venoms are still largely unexplored. Venom toxins have
many uses, including the manufacture of pharmaceuticals, when their effects are
well known and it is possible to manipulate their concentrations. Plant models
are a good alternative to experiments that use animals as test subjects. Plants
germinate easily, are easy to manage and maintain and are not hampered by
legal and/or ethical impediments regarding their application. Therefore, this
study aim was to show the citogenotoxic effects of the venoms of a scorpion
species (Tityus serrulatus), two wasps species (Polybia ocidentalis and P.
tedious) and six snakes species (Bothrops atrox, B. jararacussu, B. moojeni, B
alternatus, Lachesis muta and Crotalus durissus terrificus) on Lactuca sativa
(lettuce) meristematic root tip cells - a model widely used in toxicity with
proven efficiency. Significant cito and genotoxic effects were observed for all
nine species studied. The results showed that the plant model was efficient in the
prospecting of the cytogenotoxic activity of venoms, the results were in
accordance to effects observed for human cells. The mechanisms leading to the
venoms toxicity was attributed to a series of metabolites, proteases, enzymes and
other substances such as mastoporams as well as the neurotoxic actions of the
venom interrupting the functioning of ionic channels and inducting and acting
directly on the signaling and regulation of oxidative stress.
Descrição
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PALMIERI, M. J. Lactuca sativa: bioindicador para análise do efeito genotóxico de peçonhas. 2016. 152 p. Tese (Doutorado em Genética e Melhoramento de Plantas)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2016.
