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A poesia: corpo, performance e oralidade
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Resumo
A poesia é sempre um campo frutífero para pensar a arte e sua relevância para a práxis
social e, considerando que ela deriva do cotidiano já que implica a relação direta e ativa com o outro,
a proposta do presente ensaio é refletir sobre a poesia na perspectiva da performance da vococorporal,
aqui compreendida como signo sonoro e social que tem no corpo do poeta/performer seu
devir. Dessa forma, busca-se examinar como a noção de início, meio e fim preestabelecidos pela
taxonomia linguística cede lugar à experimentação levando a uma poética cuja fruição se constrói
pela não linearidade, possibilitando, assim, a criação de novas ambiências signicas nas quais o fazer
e o abstrair tornam-se sinônimos. Outro ponto importante para essa reflexão é a relação entre o fazer
poético e a memória, tendo em vista a característica desta última de não linearidade e de atualização
de eventos na presentidade da performance, a qual, por sua vez, remete ao engajamento corporal do
poeta, seja na perspectiva do som, seja na perspectiva do silêncio. Para examinar tais aspectos, o
presente ensaio apoia-se em autores relevantes para discutir voz e memória como Henri Bergson e
Paul Zumthor. No que concerne aos conceitos performance e experimentação, privilegiou-se Renato
Cohen, Philadelpho Menezes entre outros. Dessa forma, o resultado pretendido e sempre provisório,
como deve ser toda consideração relativa à reflexão sobre poética, visa redimensionar o que
compreendemos como performance poética em sua expansão signica.
Abstract
: Poetry is always a productive field to think about art and its relevance to the social
praxis. Considering that it derives from everyday life, since it involves the direct and active relationship
with the other, the purpose of this paper is to reflect on poetry from the perspective of vocal-body
performance. The vocal-boby performance is understood as an social and sound sign that finds its
becoming in the body of the poet/performer. Thus, we seek to examine how the notion of beginning,
middle and end, predetermined by linguistic taxonomy, gives way to experimentation, leading to a
poetic whose enjoyment is built by the nonlinearity and enables the creation of new signic ambiences
where creating and abstracting become synonymous. Another important issue for our reflection is the
relationship between poetic construction and memory, considering that this latter is characterized by
its nonlinearity and its capacity of updating events in the same presentness of performance which, on
the other hand, refers to the engagement of the poet through his/her body, either in sound or in silence. In order to examine some of the aspects mentioned above, this paper draws on Henri
Bergson and Paul Zumthor to discuss voice and memory. Regarding performance and
experimentation concepts, we focused on Renato Cohen and Philadelpho Menezes, among others.
Therefore, the intended and always transitory reflection on poetic, as it should be every consideration
of this kind, aims to redefine what we mean by poetic performance in its signic expansion.
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Impacto da pesquisa
Resumen
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Citação
LOBO, D. de S. A poesia: corpo, performance e oralidade. Texto Digital, Florianópolis, v. 11, n. 1, p. 194-208, jan./jun. 2015.
