dissertação
Prospecção e caracterização de genes análogos de resistência (RGAS) em Elaeis spp. e avaliação da tolerância de Setaria viridis a estresse salino e de frio
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Universidade Federal de Lavras
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Programa de Pós-Graduação
Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Vegetal
Agência de fomento
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Tipo de impacto
Áreas Temáticas da Extenção
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Dados abertos
Resumo
Os objetivos deste trabalho foram determinar se a Setaria viridis (acesso A10.1) é uma planta tolerante ou sensível aos estresses de salinidade e às baixas temperaturas do ar, buscando subsidiar estudos relativos à utilização dessa espécie como planta-modelo para validar genes de tolerância a estes estresses; além disso, realizar uma abordagem baseada em homologia para identificação e caracterização de RGAS da família NBS-LRR nos genomas de Elaeis spp. Para o estresse salino em Setaria viridis foram realizados dois ensaios: de germinação em meio de cultura com 0, 30, 60, 90, 120, 150 mM de NaCl, mantendo as plântulas resultantes neste mesmo meio; e no 2º estádio de desenvolvimento em substrato com 0, 2, 4, 6, 8 e 10 g/dm³ de NaCl. Para o estresse de frio, plantas no 3º e 5º estádio de desenvolvimento foram submetidas a 10ºC durante seis dias, posteriormente retornando à 25ºC. Observou-se que a germinação foi pouco afetada pelo aumento da salinidade, enquanto que área foliar das plântulas e variáveis morfológicas das raízes foram significativamente afetadas. No 2º estádio de desenvolvimento houve redução no tamanho das plantas em função do aumento da salinidade, sendo que em 8 e 10 g/dm³, todas as plantas morreram. Apenas as plantas submetidas a 6 g/dm³ de NaCl sofreram redução na taxa de assimilação líquida de CO2 (A) e no índice de concentração de clorofila (ICC). Em todos os tratamentos houve redução nas taxas de condutância estomática (gs) e transpiração (E). A concentração interna de CO2 (Ci) apresentou valores mais altos nas plantascontrole e menores nas plantas submetidas às menores quantidades de NaCl. Para o estresse de frio, as plantas sofreram redução em A, gs e E em ambos os estádios de desenvolvimento; com exceção da Ci, que praticamente dobrou. A massa da parte aérea obtida ao final do ciclo não diferiu entre os tratamentos e estádios, entretanto a produção de sementes no 5º estádio foi negativamente afetada pelo frio. Para a identificação e caracterização de RGA NBS-LRR em Elaeis spp. foram utilizadas sequências RGA NBS-LRR identificadas no genoma de Elaeis guineensis por meio de um perfil HMM aminiacídico e sequências RGA NBS-LRR identificadas no Draft de Elaeis. oleifera por meio de um perfil HMM nucleotídico. Adicionalmente, realizou-se a busca das Janelas Abertas de Leituras (ORF) para as sequências de E.oleifera pelo programa ORFFinder e identificação dos motivos dentro das ORFs por meio do programa InterPro. Posteriormente construiu-se uma árvore filogenética a fim de classificar as sequências RGAs NBS- LRR dentro de Elaeis spp. O perfil HMM nucleotídeo identificou 45 scaffolds dentro do genoma de E. oleifera dos quais 36 ORFs apresentaram domínios estruturais dentro da família NBS-LRR com homólogos em Elaies guineensis, Phoenix dactylifera, Glycine max e Arabidopsis thaliana. A análise filogenética permitiu a classificação das sequências de Elaeis spp em sete grupos, sendo CNL, XNL, CN, N, C, TX e TN, além disso a identificação de seis ortólogos em B distachyon.
Abstract
Os objetivos deste trabalho foram determinar se a Setaria viridis (acesso A10.1) é uma planta tolerante ou sensível aos estresses de salinidade e às baixas temperaturas do ar, buscando subsidiar estudos relativos à utilização dessa espécie como planta-modelo para validar genes de tolerância a estes estresses; além disso, realizar uma abordagem baseada em homologia para identificação e caracterização de RGAS da família NBS-LRR nos genomas de Elaeis spp. Para o estresse salino em Setaria viridis foram realizados dois ensaios: de germinação em meio de cultura com 0, 30, 60, 90, 120, 150 mM de NaCl, mantendo as plântulas resultantes neste mesmo meio; e no 2º estádio de desenvolvimento em substrato com 0, 2, 4, 6, 8 e 10 g/dm³ de NaCl. Para o estresse de frio, plantas no 3º e 5º estádio de desenvolvimento foram submetidas a 10ºC durante seis dias, posteriormente retornando à 25ºC. Observou-se que a germinação foi pouco afetada pelo aumento da salinidade, enquanto que área foliar das plântulas e variáveis morfológicas das raízes foram significativamente afetadas. No 2º estádio de desenvolvimento houve redução no tamanho das plantas em função do aumento da salinidade, sendo que em 8 e 10 g/dm³, todas as plantas morreram. Apenas as plantas submetidas a 6 g/dm³ de NaCl sofreram redução na taxa de assimilação líquida de CO2 (A) e no índice de concentração de clorofila (ICC). Em todos os tratamentos houve redução nas taxas de condutância estomática (gs) e transpiração (E). A concentração interna de CO2 (Ci) apresentou valores mais altos nas plantascontrole e menores nas plantas submetidas às menores quantidades de NaCl. Para o estresse de frio, as plantas sofreram redução em A, gs e E em ambos os estádios de desenvolvimento; com exceção da Ci, que praticamente dobrou. A massa da parte aérea obtida ao final do ciclo não diferiu entre os tratamentos e estádios, entretanto a produção de sementes no 5º estádio foi negativamente afetada pelo frio. Para a identificação e caracterização de RGA NBS-LRR em Elaeis spp. foram utilizadas sequências RGA NBS-LRR identificadas no genoma de Elaeis guineensis por meio de um perfil HMM aminiacídico e sequências RGA NBS-LRR identificadas no Draft de Elaeis. oleifera por meio de um perfil HMM nucleotídico. Adicionalmente, realizou-se a busca das Janelas Abertas de Leituras (ORF) para as sequências de E.oleifera pelo programa ORFFinder e identificação dos motivos dentro das ORFs por meio do programa InterPro. Posteriormente construiu-se uma árvore filogenética a fim de classificar as sequências RGAs NBS- LRR dentro de Elaeis spp. O perfil HMM nucleotídeo identificou 45 scaffolds dentro do genoma de E. oleifera dos quais 36 ORFs apresentaram domínios estruturais dentro da família NBS-LRR com homólogos em Elaies guineensis, Phoenix dactylifera, Glycine max e Arabidopsis thaliana. A análise filogenética permitiu a classificação das sequências de Elaeis spp em sete grupos, sendo CNL, XNL, CN, N, C, TX e TN, além disso a identificação de seis ortólogos em B distachyon.
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SANTOS, M. de L. Prospecção e caracterização de genes análogos de resistência (RGAS) em Elaeis spp. e avaliação da tolerância de Setaria viridis a estresse salino e de frio. 2017. 115 p. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia Vegetal)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2017.
