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Os campos rupestres do Campo das Vertentes, Minas Gerais, Brasil: Eupatorieae (Asteraceae)

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Resumo

O presente estudo teve como objetivo realizar o tratamento taxonômico da tribo Eupatorieae nos campos rupestres de dois complexos de serras da Mesorregião do Campo das Vertentes, sendo eles o Complexo de Serras da Bocaina e Carrancas e o Complexo de Serras Ouro Grosso. Esses dois complexos de serras encontram-se situados na porção sul do estado de Minas Gerais, ao sul do Cráton São Francisco, e estão geograficamente posicionados a sudeste da Serra da Canastra, a sudoeste da Serra de São José e da Cadeia do Espinhaço e ao norte da Serra da Mantiqueira. Estas cadeias montanhosas são cobertas predominantemente por campos rupestres, fitofisionomia considerada como uma das mais biodiversas e com maior taxa de endemismo entre os trópicos. Para área de estudo foram registradas a ocorrência de 16 gêneros e 41 espécies, dos quais três gêneros e 18 espécies correspondem a novos registros para as áreas estudadas. Doze espécies citadas em listagens anteriores não foram confirmadas no presente tratamento, sendo o reconhecimento das mesmas provavelmente resultado de identificações incorretas. Os gêneros mais ricos em número de espécie foram Chromolaena (10 spp.) e Mikania (7 spp.), corroborando o padrão de diversidade da tribo usualmente observado nos campos rupestres. Três espécies encontram-se classificadas como ameaçadas, sendo elas Mikania glauca e Stevia hilarii segundo o livro vermelho da flora do Brasil, e Mikania decumbens de acordo com a lista vermelha do Centro Nacional de Conservação da Flora. Estes resultados reforçam a importância de estudos detalhados da diversidade dos campos rupestres do Campo da Vertentes, região já apontada em outros estudos como prioritária para conservação. Neste estudo são fornecidas chaves de identificações, descrições, comentários taxonômicos, ilustrações fotográficas, informações sobre a distribuição geográfica e sobre o estado de conservação das espécies.

Abstract

The present study had as objective to carry out the taxonomic treatment of the Eupatorieae tribe in the rupestrian fields of two mountainous complexes of the Mesorregião do Campo das Vertentes, the Serras da Bocaina e Carrancas Complex and Serras Ouro Grosso Complex. These two mountain ranges are located in the southern portion of the state of Minas Gerais, south of the São Francisco Craton, geographically located southeast of the Serra da Canastra, southwest of the Serra de São José and Cadeia do Espinhaço, and north of the Serra da Mantiqueira. These mountain ranges are covered predominantly by rupestrian fields, a phytophysiognomy considered to be one of the most biodiverse and with a higher rate of endemism among the tropics. For the study area, 16 genera and 41 species were recorded, of which three genera and 18 species correspond to new records for the studied areas. Twelve species cited in previous listings were not confirmed in the present treatment, the recognition of which is likely to be the result of incorrect identifications. The richest genera in number of species were Chromolaena (10 spp.) and Mikania (7 spp.), supporting the diversity pattern of the tribe usually observed in rupestrian fields . Three species are classified as endangered, Mikania glauca and Stevia hilarii according to the Livro Vermelho da Flora do Brasil, and Mikania decumbens according to the lista vermelha do Centro Nacional de Conservação da Flora do Brasil. These results reinforce the importance of detailed studies of the diversity of the rupestrians fields of Campo da Vertentes, a region already mentioned in other studies as a priority for conservation. In this study keys of identifications, descriptions, taxonomic comments, photographic illustrations, information of the geographic distribution and the conservation status of the species are provided.

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MARTINS, C. P. V. Os campos rupestres do Campo das Vertentes, Minas Gerais, Brasil: Eupatorieae (Asteraceae). 2017. 246 p. Dissertação (Mestrado em Botânica Aplicada)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2017.

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