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Otimização de carteiras de commodities agropecuárias no mercado brasileiro como ferramenta de gestão de risco

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As exportações de commodities impulsionam o desempenho econômico brasileiro, implicando que um aumento na arrecadação de impostos dos governos e servindo ainda como importante ligação com os mercados globais. Em abril de 2015, dados da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento revelaram a dependência de commodities em países emergentes, mostrando que dois terços destes, entre eles o Brasil, são dependentes da exportação de matéria prima. Isso significa que pelo menos 60% de suas vendas para outros países são de produtos que correspondem a este segmento, com destaque às commodities agropecuárias. O presente estudo objetiva construir um portfólio de mínima variância, formado por commodities agropecuárias e compará-lo em termos de risco a demais índices representativos do mercado brasileiro. A amostra constituiu-se de observações mensais disponíveis no endereço eletrônico da BM&FBOVESPA compreendendo os anos de 2004 a 2013, para as commodities Boi, Café, Soja e Milho. Os dados a partir de 2013 não são mais disponibilizados, sendo que este estudo utilizou-se da série até a última coleta disponível. Para a estratégia adotada, a referida amostra foi dividida em dois períodos: o primeiro engloba as observações até dezembro de 2010, momento em que foi aferido o portfólio de mínima variância pela metodologia proposta por Markowitz (1952); em seguida foram analisados os indicadores de risco e retorno mensais da carteira, reponderada mensalmente, até a exaustão da amostra em junho de 2013. Comparou-se o resultado obtido visando posicioná-lo em termos de risco, com os indicadores IBOVESPA, CDI e ICB, além de uma carteira com iguais ponderações entre os segmentos. Os resultados indicaram que na carteira até dezembro de 2010 a participação de Soja é dominante. Esta alta aplicação justifica-se pelo fato da soja constituir um dos produtos da maior relevância para a economia brasileira e possivelmente uma das culturas que apresentaram crescimentos mais expressivos no cultivo e no segmento agroindustrial na segunda metade do século XX no Brasil. Após o rebalanceamento ocorrido a partir de janeiro de 2011, verifica-se que o portfólio de mínima variância atualizado mensalmente representa menor risco que os índices IBOVESPA e CDI, podendo assim sua alocação ser utilizada como estratégia de gestão de risco.

Abstract

Commodity exports boost Brazilian economic performance, causing an increase in government tax revenues and serving as an important link with global markets. In 2015, UN data on trade and development revealed a dependence on commodities in emerging countries, showing that 2/3 of these, including Brazil, are dependent on raw material exports, with emphasis on agricultural commodities. The present study aimed to develop a portfolio of minimum variation, based on agricultural commodities and to compare it in terms of risk to other representative indices of the Brazilian financial market. The sample consisted of monthly observations available on the BM & FBOVESPA data base comprising the years 2004 to 2013, such as Beef Cattle, Coffee, Soy and Corn. The data from 2013 are no longer available, and the study used the series until a last available collection. The strategy adopted was divided in two periods: the first encompasses the observations until December 2010, the moment when the portfolio of minimal variation was presented by the methodology proposed by Markowitz (1952); The risk indicators and the monthly portfolio results were then analyzed, monthly reweighted, until the end of the sample in June 2013. We compared the results obtained in order to position it in terms of risk, with the IBOVESPA, CDI and ICB indicators, as well as a portfolio with equal weighting among the segments. The results indicated that in the portfolio until December 2010 Soja stake is dominant. With the rebalancing carried out after January 2011, it was verified that the updated minimum variance portfolio on a monthly basis represents a lower risk than the IBOVESPA and CDI indices, and its allocation can be used as a risk management strategy.

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SILVA, S. A. de L. et al. Otimização de carteiras de commodities agropecuárias no mercado brasileiro como ferramenta de gestão de risco. Revista de Finanças e Contabilidade da UNIMEP, Piracicaba, v. 4, n. 2, p. 21-37, jul./dez. 2017.

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