dissertação
Uso de petroplintita e solo gibbsítico para imobilização de arsênio em rejeito de mineração
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Universidade Federal de Lavras
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Departamento de Ciências Florestais
Programa de Pós-Graduação
Programa de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Tecnologias e Inovações Ambientais
Agência de fomento
Tipo de impacto
Áreas Temáticas da Extenção
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Dados abertos
Resumo
O arsênio (As) é um elemento muito tóxico, e pode acarretar graves problemas
aos recursos naturais e à saúde humana, sendo importante o uso de amenizantes
para imobilizar este elemento onde sua ocorrência é mais elevada. O trabalho
objetivou testar o potencial de adsorção de As por alguns amenizantes naturais
com alto de teor de óxidos de ferro e alumínio: petroplintita moída, solo
petroplíntico e solo gibbsítico, misturados a um rejeito de mineração de ouro,
contendo 348 mg Kg
-1
de arsênio. Todos os materiais, após secagem, foram
passados em peneira de 2 mm. Para o experimento, foram utilizadas 3 repetições
de cada amenizante em proporções de 100:1, 100:10 e 100:20
(rejeito/amenizante). Após homogeneização, as misturas foram incubadas em
capacidade de campo a 25°C, recebendo água diariamente durante 2 meses, para
que a interação do As com os óxidos pudesse ocorrer. Após esse período,
procedeu-se às análises de arsênio solúvel em água e disponível em Mehlich-I.
O As dissolvido em água no rejeito incubado sem amenizante foi de 2,94 mg L
-1
,
diminuindo fortemente para até 0,02 mg L
-1
com solo gibbsítico na proporção
100:20, e 0,04 mg L
-1
na proporção 100:10. Na proporção 100:1, o As-água
diminuiu bem menos, para 1,92 mg L
-1
, com o solo gibbsítico. O As- Mehlich-I
no rejeito incubado sem amenizante foi de 5,96 mg L
-1
, diminuindo para 2,46
mg L
-1
com solo petroplíntico na proporção 100:20. Nas proporções 100:10, o
As-Mehlich-I com o solo petroplíntico foi 3,32 mg L
-1
, e na proporção 100:1,
diminuiu ligeiramente para 5,05 mg L
-1
. Os resultados obtidos sugerem bom
potencial de uso de materiais de solos oxídicos com amenizantes naturais de
baixo custo para atenuação de riscos por arsênio em depósitos de rejeitos e
outros similares.
Abstract
Arsenic is a very toxic element, and can cause serious problems to natural
resources and to human health. Thus, it is recommendable to use amendments to
immobilize this element where its levels are high. The work aimed to test the
adsorption potential of As by some natural amendments with high iron and
aluminum oxide contents: ironstone, ironstone soil and gibbsitic soil, mixed with
tailings collected from a gold mining operation, with arsenic contents of 348 mg
Kg
-1
. All materials, after drying, were passed through a 2 mm sieve. For the
experiment, 3 replicates of each amendment were used in proportions of 100:1,
100:10 and 100:20 (tailing/amendment). After homogenization, the mixtures
were incubated at field capacity at 25 ° C, receiving water daily for 2 months, so
that the interaction of As with the oxides could occur. After this period, water soluble and Mehlich-I arsenic were extracted and determined. In the incubated
tailings, water-soluble As was 2.94 mg L
-1
, decreasing to 0.02 mg L
-1
with
gibbsitic soil in the proportion 100:20, and to 0.04 mg L
-1
in the 100:10 ratio. At
the 100:1 ratio, water-soluble As reduced to 1.92 mg L
-1
, with the gibbsitic soil.
Mehlich-I As in the incubated tailings was 5.96 mg L
-1
, decreasing to 2.46 mg L
-1
with the ironstone soil at a 100:20 ratio. At the 100:10 ratio, Mehlich-I As
decreased to 3.32 mg L
-1
, and at the 100:1 ratio, it decreased slightly to 5.05 mg
L
-1
. The results suggest a good potential for the use of low-cost, natural oxidic
soil materials for the mitigation of arsenic risks in tailings deposits and other
mine spoils.
Descrição
Área de concentração
Agência de desenvolvimento
Palavra chave
Marca
Objetivo
Procedência
Impacto da pesquisa
Resumen
Palavras-chave
ISBN
DOI
Citação
SANTOS, J. B. dos. Uso de petroplintita e solo gibbsítico para imobilização de arsênio em rejeito de mineração. 2018. 62 p. Dissertação (Mestrado Profissional em Tecnologias e Inovações Ambientais)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2018.
