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Desenhando a resistência: estética e contra-hegemonia no movimento agroecológico no Brasil
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Fundação Getulio Vargas / Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas
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Programa de Pós-Graduação
Agência de fomento
Tipo de impacto
Áreas Temáticas da Extenção
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Dados abertos
Resumo
No presente artigo teórico-empírico, busca-se contribuir para os Estudos Organizacionais trazendo para o debate os movimentos sociais,
em especial o movimento agroecológico, que tem se constituído como meio de resistência à hegemonia do agronegócio no Brasil. O estudo
estabelece também uma “ponte” teórico-empírica não convencional, neste campo disciplinar, entre estudos em estética e abordagem neo- gramsciana de discurso em Laclau e Mouffe. Desse modo, à luz dos conceitos de estética e da análise neogramsciana de discurso em hege- monia e antagonismo, investigou-se de que forma as expressões estéticas influenciam a construção da contra-hegemonia no movimento
agroecológico brasileiro. A pesquisa adota uma metodologia com enfoque qualitativo na análise de desenhos produzidos por agricultores e
agricultoras no III Encontro Nacional de Agroecologia (III ENA), denominados de Painéis de Facilitação Gráfica. Ao final, é possível observar
que a estética dos painéis do III ENA permitiu aos agricultores e agricultoras a (re)construção de suas visões de mundo, a divulgação de suas
inquietações, realidades e alternativas agrícolas locais, e, principalmente, a orientação de práticas, propostas e legitimação do movimento, que
passaram a ser centrais aos valores contra-hegemônicos e na construção de um inimigo comum. A complexidade expressa nas relações constru- ídas nos painéis também ressaltou que a estética pode trazer uma perspectiva efetiva, acessível e sensível na construção das visões de mundo
de grupos subalternos. Dessa forma, o movimento agroecológico brasileiro, construído também na perspectiva estética, revela-se como impor- tante ator na resistência à hegemonia do agronegócio e ao modelo capitalista
Abstract
This theoretical and empirical article contributes to Organizational Studies by debating social movements, especially the agroecological movement,
which has been established as a resistance to the hegemony of agribusiness in Brazil. In addition, the study provides a non-conventional
theoretical and empirical “bridge” in this field, including studies in aesthetics and the Neo-Gramscian theory of discourse developed by
Laclau and Mouffe. In this context, considering the concepts of aesthetics and a Neo-Gramscian discourse analysis on hegemony and antagonism,
the aim of this article is to investigate how the aesthetic expressions influence the Brazilian agroecological movement in building a
counter-hegemony in the country’s agriculture practices. The research adopts a qualitative methodological approach from the analysis of
drawings produced by farmers in the III National Meeting of Agroecology (III ENA), in graphic facilitation panels. It is possible to observe that
the aesthetics in the panels of the III ENA allowed farmers to re-design their worldviews, to disclose their concerns, realities and local agricultural
alternatives. The panels helped to provide practical guidance, design proposals and build legitimacy for the movement, elements
that became central to the counter-hegemonic values and to build the common enemy. The complexity expressed in the relationships built
in the panels also stressed that aesthetics can bring an effective, affordable and sensitive perspective in the construction of worldviews of
subaltern groups. Thus, the Brazilian agroecological movement, also built through the aesthetic perspective, is revealed as an important
resistance to the hegemony of agribusiness and the capitalist model..
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Agência de desenvolvimento
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Citação
NAVES, F.; REIS, Y. Desenhando a resistência: estética e contra-hegemonia no movimento agroecológico no Brasil. Cadernos EBAPE.BR, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, 2017.
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