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Anatomia floral, cultivo in vitro e criopreservação de mamoneira

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Resumo

A demanda por conhecimentos sobre a mamona ou palma-cristi no Brasil se intensificou nos últimos anos, devido ao estímulo do governo para a produção de biocombustíveis e pelas diversas aplicações já consolidadas do óleo de mamona na indústria química e farmacêutica, atualmente gerando cerca de 700 subprodutos comerciais. Diante deste contexto, dimensionar e caracterizar a heterogeneidade de cultivares utilizadas no Brasil torna-se uma ferramenta estratégica para o país. Este trabalho teve por objetivo estudar aspectos da reprodução sexuada, do cultivo de anteras, como ferramenta à obtenção de haplóides, bem como analisar a tolerância ao congelamento de grãos de pólen, visando à caracterização e preservação a médio e longo prazo da espécie; e do cultivo in vitro de mamoneira (Ricinus communis L.). Na análise ontogênica, a escala sugerida para o comprimento do botão floral masculino (eixo longitudinal) pode ser correlacionada com os estádios de meiócitos, micrósporos, tétrades e grãos de pólen maduros, como parâmetro indicativo para fases da gametogênese. As condições mais adequadas para germinação dos grãos de pólen in vitro variam nas diferentes cultivares, sendo que as cultivares IAC-80 e BRS Nordestina apresentaram a maior viabilidade polínica, respectivamente, 70,5 e 69,25. A composição química do pólen se caracteriza pela presença de elevados teores de proteína (47,01%), resíduo mineral, vitamina C, extrato etéreo, e baixo conteúdo de amido, podendo ser classificados como proteináceos. Anatomicamente, a antese do botão floral e deiscência das anteras poderam ser observadas em botões florais com eixo londitudinal com diâmetro superior a 6,0 mm. Para a calogênese in vitro a partir de anteras da cultivar BRS-Nordestina, o uso do ácido ascórbico (200 mg L-1) foi efetivo como antioxidante. A concentração de 2,0 mg L-1 de 2,4-D adicionada ao meio MS proporcionou maior peso fresco (g) de calos. ANA, TDZ e Picloram induzeram a formação de calos, entretanto, a maior matéria fresca pode ser obtida com a utilização do Picloram (3,0 mg L-1). O uso de nitrato de prata e 2,4-D no meio de cultura foram eficientes na formação de calos não oxidados. Métodos de coloração citotógica com o uso do carmim-acético (98,0a) ou R. Alexander (97,7a), bem como a germinação in vitro (58,0b) podem ser utilizados para a determinação da viabilidade do pólen de mamona. Na criopreservação a integridade do núcleo de grãos de pólen submetidos a temperatura de -196ºC foram maiores quando utilizou-se o crioprotetor glicerol (5% ou 15%) analisados após 30 dias de congelamento. Na análise citológica a viabilidade celular do grão de pólen, permaneceu alta (superior a 50%) quando este é conservado por até seis meses a -196ºC e -80ºC. Os resultados obtidos neste trabalho confirmam a possibilidade de criopreservação como uma alternativa viável para a conservação de pólen de mamoneira. Na análise da micropropagação, verificou-se que a germinação com o uso de GA3 não foi efetivo, contudo, a concentração completa de sais do MS (proporção de 0,8) e o ajuste do pH (5,8) foram satisfatórios (proporção de 1,0). Brotações a partir de segmentos apicais em meio de cultura com a utilização de ANA na concentração de 1,0 mg L-1 foi determinante para a formação de plântulas não hiperhídricas, assim como, no enraizamento, a adição deste regulador (3,0 mg L-1) foi eficiente para a formação de raízes in vitro, sendo que o mesmo tem efeito positivo sobre a formação de folha promovendo maior produção de peso fresco e seco.

Abstract

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Fisiologia Vegetal

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VARGAS, D. P. Anatomia floral, cultivo in vitro e criopreservação de mamoneira. 2009. 189 p. Tese (Doutorado em Fisiologia Vegetal) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2009.

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