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A materialidade do brinquedo e a expropriação capitalista dos espaços para brincar

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Resumo

Este ensaio propõe uma discussão sobre a materialidade dos brinquedos que ocupam os espaços físicos e sociais ainda existentes e destinados ao brincar das crianças em uma cidade do interior de um Estado brasileiro. Acompanhada pelo entendimento de Walter Benjamin de que o brinquedo condensa em sua materialidade um diálogo silencioso entre adultos e crianças, o ensaio problematiza a ocupação de espaços livres para o brincar por brinquedos enormes e infláveis, elásticos e temporários oferecidos às crianças. A partir desta problematização, identifica a ausência de parques infantis permanentes nesta mesma cidade e discute tal ausência a partir das reflexões marxianas acerca da dissociação que inaugura e reinaugura constantemente o capitalismo: a dissociação do produtor e de seus meios de produção. Conclui que a expropriação do espaço do brincar e a forma intermitente e inflada dos brinquedos oferecidos para criança são expressões de um processo que desde muito cedo educa as crianças para, de um lado, não se apegarem a determinados meios de produção e, de outro lado, se entregarem ao espaço virtual sem maiores resistências ao movimento que conduz a permanência do capital.

Abstract

This essay proposes a discussion about the materiality of toys which occupy the physical and social spaces still existing and destined to play the of children in a city of the countryside of a Brazilian State. Accompanied by Walter Benjamin's understanding of which the toy condenses in its materiality a silent dialogue between adults and children, the essay problematizes the occupation of free spaces to play with for enormous and inflatable toys and temporary benefits offered to children. From this problematization, it identifies to the absence of permanent infantile parks in this same city and argues such absence from the marxist reflections concerning the dissociação that inaugurates and reinaugura constantly the capitalism: the decoupling of the producer and its means of production. It concludes that the expropriation of the space of playing and the intermittent and inflated shape of the toys offered for children are expressions of a process that educates children very early, of a side, they not attaching it the definitive means of production and, of another side, if delivering to the virtual space without greater resistence to the movement that leads the permanence of capital.

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RODRIGUES, L. A.; FARIAS, M. N. A materialidade do brinquedo e a expropriação capitalista dos espaços para brincar. Problemata: International Journal of Philosophy, João Pessoa, v. 10, n. 4, p. 360-371, 2019.

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