Utilização de taninos vegetais como inibidores de corrosão em aço carbono
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Universidade Federal de Lavras
Faculdade, Instituto ou Escola
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Departamento de Ciências Florestais
Programa de Pós-Graduação
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biomateriais
Agência de fomento
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Tipo de impacto
Áreas Temáticas da Extenção
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Dados abertos
Resumo
A utilização de aços baixo carbono é notavelmente crescente nos mais variados seguimentos industriais no mundo, sendo sua utilização muito versátil, econômica e eficaz. O grande problema na utilização deste tipo de aço está na sua suscetibilidade a corrosão, principalmente se sua utilização estiver em meios ácidos, que são muito frequentes na indústria. Portanto, são empregados diversos métodos anticorrosivos para a proteção de estruturas e equipamentos, sendo que um método econômico e efetivo de proteção é o emprego de inibidores e diante da atual conscientização ecológica, juntamente com uma legislação sustentável mais rígida, abriram oportunidades para a pesquisa e o emprego de inibidores orgânicos, não tóxicos e de fontes renováveis. É reportado na literatura que a utilização de compostos polifenólicos naturais extraídos de plantas, denominados taninos vem sendo utilizados como inibidores naturais do processo corrosivo. Neste sentido, para este estudo, foram utilizados como inibidores de corrosão para o aço carbono SAE 1020 em 0,1 M HCl (ácido clorídrico), taninos extraídos de Barbatimão (Stryphnodendron adstringens), espécie arbórea característica do bioma cerrado e taninos comerciais modificados cationicamente de Acácia-negra (Acacia mearnsii), utilizando de métodos eletroquímicos de polarização potenciodinâmica, espectroscopia de impedância eletroquímica e gravimetria para caracterização da eficiência inibitória da corrosão dos taninos, além da utilização de espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) para análise do produto da reação entre o ferro e o tanino. Os resultados obtidos mostraram o caráter de inibidor misto para os taninos de ambas as espécies, alcançando bons resultados com eficiência de inibição de 79% para os taninos extraídos de Barbatimão e 95% para os taninos obtidos de Acácia-negra.
Abstract
The use of low carbon is very large in the most varied industrial sectors in the world, and its use is very versatile, economical and effective. The major problem in using this type of steel is its susceptibility to corrosion, especially if its use is being used in the media used, which are very frequent in the industry. Therefore, several anti-corrosion methods are used to protect structures and equipment, and an economical and effective method of protection is the use of inhibitors and given the current ecological awareness, using more stringent sustainable legislation, opening up opportunities for research and employment organic, non-toxic inhibitors and renewable sources. It has been reported in the literature that it uses natural polyphenolic compounds extracted from plants, called tannins being used as natural inhibitors of the corrosive process. In this sense, for this study, as corrosion inhibitors for SAE 1020 carbon steel in 0.1 M HCl, tannins extracted from Barbatimão (Stryphnodendron adstringens), tree species from the cerrado biome and cationically modified tannins of black wattle (Acacia mearnsii), using electrochemical methods of potentiodynamic polarization, electrochemical and gravimetric impedance spectroscopy to characterize the inhibition of tannin corrosion, in addition to the use of Fourier transform infrared spectroscopy for product analysis of the reaction between iron and tannin. The results obtained show the mixed inhibitory character for tannins of species as species, achieving good results with 79% inhibition for Barbatimão and 95% for black wattle.
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Citação
MOREIRA, R. G. Utilização de taninos vegetais como inibidores de corrosão em aço carbono. 2020. 60 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Biomateriais)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2020.
