tese
Innovation in ecosystem business model: an application to MaaS and autonomous vehicles in urban mobility system
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Universidade Federal de Lavras
Faculdade, Instituto ou Escola
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Departamento de Administração e Economia
Programa de Pós-Graduação
Programa de Pós-Graduação em Administração
Agência de fomento
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)
Tipo de impacto
Áreas Temáticas da Extenção
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Dados abertos
Resumo
Dadas as pressões ambientais existentes, a importância da segurança no trânsito e o aumento
das restrições regulatórias, a mobilidade nas cidades é uma preocupação para a sociedade.
Nesse contexto, inovações tecnológicas baseadas no uso difundido de veículos conectados e
compartilhados assim como o surgimento de Veículos Autônomos (VAs) impõem uma
reflexão sobre a definição de mobilidade urbana sustentável nas cidades do futuro. Além do
transporte tradicional, estão sendo desenvolvidas soluções individuais (compartilhamento de
veículos, mobilidade leve, vans autônomas, dentre outros), que devem fazer parte de um
sistema global de mobilidade urbana. Neste sentido, o conceito de Mobilidade como Serviço
(MaaS) vem ganhando espaço e se tornando uma opção concreta de mercado, apresentando
uma transição entre o sistema de transporte baseado na posse de um produto para o acesso a
sua utilização. O MaaS tem como proposta oferecer diversas opções de transporte à usuários
através de um provedor de serviços com interface única, combinando diferentes modos de
transporte de modo a proporcionar um pacote de mobilidade personalizado. Essa abordagem
coloca o usuário como central à aspectos relacionados a mobilidade urbana. As inovações
envolvidas na mobilidade urbana são tecnológicas, mas também sociais e organizacionais.
Elas são multi-atores e requerem a coordenação de cada ator envolvido na cadeia de valor
para desenvolver e disseminar essas inovações. Assim, esta inovação pode ser analisada sob
a perspectiva do ecossistema de negócios. Até o momento, como qualquer inovação, o MaaS
é uma fonte de incerteza para os mercados e cercada de ambiguidades. Além disso, as
implantações de MaaS estão concentradas principalmente em países desenvolvidos com
sistemas de transporte público eficientes. No entanto, acreditamos que o MaaS é modular,
adaptável e aplicável a uma variedade de realidades (incluindo uma ampla variedade de
sistemas de transporte público-privado). Com base nesses preceitos, esta tese de doutorado
tem como objetivo geral analisar o conceito de MaaS, de modo a identificar sua
implementação e aceitação dentro de um sistema de mobilidade urbana. Os resultados
indicam que o conceito de Mobilidade como Serviço pode ter como base o tripé teórico de
Sistemas de Produtos e Serviços (PSS), Ecossistema de Negócios e Eco-inovação. Além
disso, este trabalho propõe que o MaaS pode ser pensada não apenas como um conceito,
fenômeno ou solução de transporte, mas também como um modelo de negócios. Portanto, o
MaaS deve ser orientado à proposta de valor dos usuários, além de uma reflexão baseada na
disseminação bem-sucedida do MaaS nos países do sul. Para ocupar seu lugar na mobilidade
urbana do futuro, o MaaS deve ser considerado como um modelo econômico modular e
adaptável, aplicável a todos os contextos (a eficiência - ou ineficiência - do transporte público
não deve ser limitada). Para esse fim, o modelo de negócios MaaS deve ser estabelecido
como parte de uma reflexão sistêmica em torno do ecossistema de mobilidade, e a
sustentabilidade não deve ser considerada como uma característica intrínseca. Esse modelo
inovador de ecossistema de negócios é orientado para a aceitação do consumidor (inovação
centrada no usuário) bem como à adaptação aos modos de transporte existentes de um
contexto específico. Ampliaremos nossa análise das condições de desenvolvimento e difusão
do Veículo Autônomo dentro de um MaaS no nível sócio-político. Nesse sentido, VAs
compartilhados e conectados devem ser considerados como um, entre vários elementos do
ecossistema de mobilidade urbana.
Abstract
Given existing environmental pressures, the importance of traffic safety, and increasing
regulatory constraints, mobility in cities is a significant concern for communities and citizens.
In this con-text, technological innovations based on the widespread use of connected and
shared vehicles, the emergence of Autonomous Vehicles (AVs), impose a reflection on the
definition of sustainable urban mobility in the cities of the future. In addition to traditional
transport, individual solutions are being developed (car sharing, soft mobility, autonomous
shuttle, son on), which must be part of a global urban mobility system. In this sense, the
concept of Mobility as a Service (MaaS) has gained ground and has become a concrete
market option ensuring a transition from the existing property-based transport system to a
use-based system. MaaS meets the transport needs of users through a single interface of a
service provider by combining different modes of transport to provide a tailor-made mobility
offer. This approach places the user at the center of mobility issues. The innovations involved
in urban mobility are technological but also social and organizational. They are multi-actor
and require coordination of each actor involved in the value chain to develop and disseminate
these innovations. We are thus talking about innovation in a business ecosystem. To date,
like any innovation, MaaS is a source of uncertainty for markets and sur-rounded by
ambiguities. Moreover, MaaS deployments are mainly concentrated in developed countries
with efficient public transport systems. However, we believe that MaaS is modular,
adaptable, and applicable to a variety of realities (including a wide variety of public-private
transport systems). Based on this research, this Ph.D. thesis aims to analyze the concept of
MaaS in order to identify its implementation and acceptance within an urban mobility system.
The results of our work indicate that the MaaS system can be based on the theoretical tripod
of “Product-Service System (PSS),” "business ecosystem", and "eco-innovation." Also, we
propose that MaaS can be thought of not only as a transport concept, phenomenon, or solution
but also as a business model. Therefore, we propose that MaaS should be oriented towards
the value proposition of users, within addition, a reflection based on the successful
dissemination of MaaS in southern countries. In order to take its place in the urban mobility
of the future, MaaS must be considered as a modular and adaptable economic model,
applicable to all contexts (the efficiency - or inefficiency - of public transport must not be
limited). To this end, the MaaS business model must be established as part of a systemic
rethinking around the mobility ecosystem, and sustainability should not be considered as an
intrinsic characteristic of a MaaS model. This innovative ecosystem business model is
oriented towards consumer acceptance (user-centric innovation) and acceptance of existing
transport modes that fit the specific context established. We will broaden our analysis of the
conditions of development and diffusion of the autonomous vehicle within a MaaS at the
socio-political level. In this sense, shared and connected AVs must be considered as one
among several elements of the urban mobility ecosystem.
Compte tenu des pressions environnementales existantes, de l'importance de la sécurité routière et des contraintes réglementaires croissantes, la mobilité dans les villes est une préoccupation majeure pour les collectivités et les citoyens. Dans ce contexte, les innovations technologiques basées sur l'utilisation généralisée de véhicules connectés et partagés, l'émergence des Véhicules Autonomes (VA) imposent une réflexion sur la définition de la mobilité urbaine durable dans les villes du futur. A coté des transports traditionnels se développe des solutions individuelles (autopartage, mobilité douce, navette autonome…) qui doivent s’insérer dans un système global de mobilité urbaine. En ce sens, le concept de Mobilité comme Service (MaaS) a gagné du terrain et est devenu une option de marché concrète assurant une transition du système de transport basé sur la propriété existant vers un système basé sur l'usage. MaaS répond aux besoins de transport des utilisateurs via une interface unique d'un fournisseur de services en combinant différents modes de transport pour proposer une offre de mobilité sur mesure. Cette approche place l'utilisateur au centre des questions liées à la mobilité. Les innovations engagées dans la mobilité urbaine sont technologiques mais aussi sociales et organisationnelles. Elles sont multi-acteurs et nécessitent une coordination de chaque acteur impliqué dans la chaine de valeur pour développer et diffuser ces innovations. Nous parlons ainsi d’innovation dans un écosystème d’affaires. A ce jour, comme toute innovation, le MaaS est source d’incertitudes pour les marchés et entouré d’ambiguïtés. De plus, les déploiements MaaS sont principalement concentrés dans les pays développés dotés de systèmes de transport public efficaces. Or, nous pensons que le MaaS est modulaire, adaptable et applicable à plusieurs réalités (dont des systèmes public-privé de transport très variés). Sur la base de ces recherches, cette thèse de doctorat vise à analyser le concept de MaaS pour identifier sa mise en oeuvre et son acceptation au sein d’un système de mobilité urbaine. Les résultats de nos travaux indiquent que le concept de MaaS peut avoir comme fondement le trépied théorique de système produit-service (PSS), de « l'écosystème d’affaires » et de « l’éco-innovation ». Aussi, nous proposons que le MaaS puisse être pensé non seulement comme un concept, un phénomène ou une solution de transport, mais aussi comme un modèle d’affaires. Nous proposons alors que le MaaS soit orienté vers la proposition de valeur des utilisateurs, avec une réflexion appuyée sur les modalités de diffusion réussie du MaaS dans les pays du sud. Afin de prendre place dans la mobilité urbaine du futur, le MaaS doit être considéré comme un modèle économique modulaire et adaptable, applicable à tous les contextes (l'efficacité - ou l'inefficacité - des transports publics ne doit pas être limitative). Pour cela, le modèle commercial du MaaS doit être établi dans le cadre d’une réflexion systémique autour de l’écosystème mobilité, et la durabilité ne doit pas être considérée comme une caractéristique intrinsèque d'un modèle MaaS. Ce modèle économique d'écosystème innovant est orienté vers l'acceptation des consommateurs (innovation centrée-usagers) et des modes de transport existant qui correspondent au contexte spécifique établi. Nous élargirons notre analyse des conditions de développement et diffusion du véhicule autonome au sein d’un MaaS au niveau socio-politique. En ce sens, les VA partagés et connectés doivent être considérés comme un, parmi plusieurs éléments de l'écosystème de la mobilité urbaine.
Compte tenu des pressions environnementales existantes, de l'importance de la sécurité routière et des contraintes réglementaires croissantes, la mobilité dans les villes est une préoccupation majeure pour les collectivités et les citoyens. Dans ce contexte, les innovations technologiques basées sur l'utilisation généralisée de véhicules connectés et partagés, l'émergence des Véhicules Autonomes (VA) imposent une réflexion sur la définition de la mobilité urbaine durable dans les villes du futur. A coté des transports traditionnels se développe des solutions individuelles (autopartage, mobilité douce, navette autonome…) qui doivent s’insérer dans un système global de mobilité urbaine. En ce sens, le concept de Mobilité comme Service (MaaS) a gagné du terrain et est devenu une option de marché concrète assurant une transition du système de transport basé sur la propriété existant vers un système basé sur l'usage. MaaS répond aux besoins de transport des utilisateurs via une interface unique d'un fournisseur de services en combinant différents modes de transport pour proposer une offre de mobilité sur mesure. Cette approche place l'utilisateur au centre des questions liées à la mobilité. Les innovations engagées dans la mobilité urbaine sont technologiques mais aussi sociales et organisationnelles. Elles sont multi-acteurs et nécessitent une coordination de chaque acteur impliqué dans la chaine de valeur pour développer et diffuser ces innovations. Nous parlons ainsi d’innovation dans un écosystème d’affaires. A ce jour, comme toute innovation, le MaaS est source d’incertitudes pour les marchés et entouré d’ambiguïtés. De plus, les déploiements MaaS sont principalement concentrés dans les pays développés dotés de systèmes de transport public efficaces. Or, nous pensons que le MaaS est modulaire, adaptable et applicable à plusieurs réalités (dont des systèmes public-privé de transport très variés). Sur la base de ces recherches, cette thèse de doctorat vise à analyser le concept de MaaS pour identifier sa mise en oeuvre et son acceptation au sein d’un système de mobilité urbaine. Les résultats de nos travaux indiquent que le concept de MaaS peut avoir comme fondement le trépied théorique de système produit-service (PSS), de « l'écosystème d’affaires » et de « l’éco-innovation ». Aussi, nous proposons que le MaaS puisse être pensé non seulement comme un concept, un phénomène ou une solution de transport, mais aussi comme un modèle d’affaires. Nous proposons alors que le MaaS soit orienté vers la proposition de valeur des utilisateurs, avec une réflexion appuyée sur les modalités de diffusion réussie du MaaS dans les pays du sud. Afin de prendre place dans la mobilité urbaine du futur, le MaaS doit être considéré comme un modèle économique modulaire et adaptable, applicable à tous les contextes (l'efficacité - ou l'inefficacité - des transports publics ne doit pas être limitative). Pour cela, le modèle commercial du MaaS doit être établi dans le cadre d’une réflexion systémique autour de l’écosystème mobilité, et la durabilité ne doit pas être considérée comme une caractéristique intrinsèque d'un modèle MaaS. Ce modèle économique d'écosystème innovant est orienté vers l'acceptation des consommateurs (innovation centrée-usagers) et des modes de transport existant qui correspondent au contexte spécifique établi. Nous élargirons notre analyse des conditions de développement et diffusion du véhicule autonome au sein d’un MaaS au niveau socio-politique. En ce sens, les VA partagés et connectés doivent être considérés comme un, parmi plusieurs éléments de l'écosystème de la mobilité urbaine.
Descrição
Área de concentração
Agência de desenvolvimento
Palavra chave
Marca
Objetivo
Procedência
Impacto da pesquisa
Resumen
ISBN
DOI
Citação
MARÇAL, R. M. Innovation in ecosystem business model: an application to MaaS and autonomous vehicles in urban mobility system. 2020. 195 p. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2020.
