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A colonização da sustentabilidade: análise do discurso de peças publicitárias da Natura Cosméticos

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O conceito de sustentabilidade ganhou destaque no ambiente corporativo nos últimos anos, o que não significa necessariamente que as empresas assumam todos os seus fundamentos. O discurso de sustentabilidade, sendo cooptado pelo capitalismo, torna-se uma ferramenta de marketing. A cooptação de pensamentos alternativos pelo capitalismo, como a sustentabilidade, é mantida pela colonialidade, por meio de discursos hegemônicos que reproduzem e reforçam estruturas institucionais, políticas, econômicas, culturais e de poder. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo analisar o discurso de sustentabilidade em peças publicitárias da Natura Cosméticos a partir das quatro dimensões da colonialidade. As análises evidenciam que os enunciados pretendem destacar características e valores, de modo a persuadir o consumidor a comprar e utilizar os produtos da marca. Ocorre o silenciamento de alguns aspectos, tais como a exploração da natureza, a mercantilização de recursos naturais, os impactos ambientais do extrativismo, e as exigências de padrões de beleza, os quais podem ser relacionados às quatro dimensões da colonialidade.

Abstract

The concept of sustainability has come prominent in the corporate environment in recent years, which does not necessarily mean companies are assuming all its ground rules. The discourse of sustainability being coopted by capitalism becomes a marketing tool. The cooptation of alternative thoughts by capitalism, such as sustainability, is maintained by coloniality, through hegemonic discourses that reproduce and reinforce institutional, political, economic, cultural, and power structures. In this context, this paper aims to analyze the discourse of sustainability in Natura Cosméticos’ advertisements through the four dimensions of coloniality. The analyses show that the advertisements aim to highlight characteristics and values in order to persuade the consumer to buy and use Natura products. There is the silencing of aspects such as the exploration of nature, the mercantilization of natural resources, the environmental impacts of extractivism, and the demands of beauty standards, which may be related to the four dimensions of coloniality

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LIMA, A. C. C. de; SALTARELLI, E. P. N.; SILVA, S. S. da. A colonização da sustentabilidade: análise do discurso de peças publicitárias da Natura Cosméticos. Revista de Gestão Social e Ambiental - RGSA, São Paulo, v. 14, n. 1, p. 18-37, jan./abr. 2020. DOI: http://dx.doi.org/10.24857/rgsa.v14i1.2139.

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