dissertação

Colonialidade do Poder na Mineração: uma análise a partir das narrativas de ativistas do Movimento pela Soberania Popular na Mineração

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Resumo

A expansão do modelo de desenvolvimento neoextrativista tem ocasionado o agravamento dos impactos negativos e diversos crimes corporativos no contexto da mineração. Além disso, esse modelo reproduz a colonialidade do poder, através de formas de controle que subalternizam as populações e seus direitos, em prol de interesses corporativos. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar, a partir da perspectiva da colonialidade do poder e das narrativas de ativistas do MAM, as estratégias de controle social das mineradoras, os impactos e conflitos produzidos por elas, na operacionalização de um modelo de desenvolvimento neoextrativista. Quanto à metodologia, a pesquisa caracteriza-se como um estudo qualitativo, realizado por meio de entrevistas orientadas por roteiro semiestruturado com ativistas do Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM. As análises foram orientadas pela técnica de análise de narrativas e pelos fundamentos da abordagem decolonial. A discussão e análise dos dados comprovam a tese defendida neste trabalho de que, as mineradoras, como agente central do modelo neoextrativista de desenvolvimento, são resultado da colonialidade do poder e reproduzem essa colonialidade por meio de estratégias que geram impactos negativos, conflitos e a subalternização nos territórios, estratégias essas que são ocultadas como resultados supostamente naturais de um modelo de desenvolvimento defendido como indispensável para a sociedade brasileira. Os resultados evidenciam também as estratégias de controle social de mineradoras, os impactos gerados pela mineração, a relevância dos movimentos sociais na construção de resistências contra esse modelo, bem como as formas de reprodução das dimensões da colonialidade do poder operacionalizadas por esse modelo hegemônico de desenvolvimento. Quanto às estratégias de controle social adotadas pelas corporações, as narrativas revelam as seguintes práticas: difusão do modelo neoextrativista de desenvolvimento e fortalecimento da minério-dependência, cooptação de atores do poder público e, cooptação e enfraquecimento de atingidos e movimentos sociais de resistência. Quanto aos impactos, os entrevistados destacam uma diversidade de implicações sociais, econômicas e ambientais, as quais afetam a sociedade de forma direta e indireta. Em relação às ações de resistência, os atores entrevistados relataram que existe uma busca pelo fortalecimento da resistência em relação aos padrões de exploração mineral e as relações assimétricas de poder estabelecidas pelo capital. Por fim, a pesquisa demonstra como as dimensões da colonialidade são reproduzidas pela mineração, reforçando as condições de subalternidade e vulnerabilidade da população frente aos grandes empreendimentos e o capital.

Abstract

The expansion of the neo-extractive development model has caused the worsening of the negative impacts and several corporate crimes in the context of mining. In addition, this model reproduces the coloniality of power, through forms of control that subordinate populations and their rights, in favor of corporate interests. In this context, this study aimed to analyze, from the perspective of the coloniality of power and the narratives of MAM activists, the social control strategies of mining companies, the impacts and conflicts produced by them, in the operationalization of a neo-extractive development model. Regarding the methodology, the research is characterized as a qualitative study, conducted through interviews guided by a semi-structured script with activists from the Movement for Popular Sovereignty in Mining - MAM. The analyzes were guided by the technique of narrative analysis and by the decolonial approach. The discussion and analysis of the data confirm the thesis presented in this paper that, the mining companies, as central agent of the neo-extractive development model, are the result of the coloniality of power and reproduce this coloniality through strategies that generate negative impacts, conflicts and the subalternization of the territories, strategies that are hidden as supposedly natural results of a development model defended as indispensable for Brazilian society. The results also show the corporate strategies of social control, the impacts generated by mining, the relevance of social movements in the construction of resistance against this model, as well as the reproduction of the dimensions of coloniality of power operationalized by this hegemonic model of development. Regarding the social control strategies adopted by the corporations, the narratives reveal the following practices: diffusion of the neo-extractive model of development and strengthening of mining-dependence, co-opt of actors from the public power, and co-opt and weakening of affected and social resistance movements. About the impacts, the interviewees highlight a diversity of social, economic and environmental implications, which directly and indirectly affect society. Regard to resistance actions, the interviewed actors reported that there is a search for strengthening resistance in relation to the patterns of mineral exploration and the asymmetric power relations established by capital. Finally, the research demonstrates how the dimensions of coloniality are reproduced by mining, reinforcing the conditions of subordination and vulnerability of the population front large enterprises and capital.

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LIMA, A. C. C. de. Colonialidade do Poder na Mineração: uma análise a partir das narrativas de ativistas do Movimento pela Soberania Popular na Mineração. 2020. 151 p. Tese (Doutorado em Administração) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2021.

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