dissertação

Assessment of roadkill likelihood methods: the use of single occurences versus hotspots for different taxa

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Resumo

As estradas são responsáveis por uma enorme mortalidade de várias espécies anualmente. A fim de definir medidas para reduzir a mortalidade dos animais, muitos estudos têm analisado quais as variáveis ambientais que podem promover o risco de atropelamento. Existem vários tipos de dados para realizar esse tipo de análise: dados com apenas presença de atropelamentos (maior quantidade e menor qualidade de dados) ou com a incidência de atropelamentos (hotspots) (menor quantidade e maior qualidade de dados). No entanto, não existe consenso sobre qual é a melhor abordagem para gerar resultados mais precisos e robustos. Nosso objetivo foi comparar os diferentes tipos de dados (ocorrência de atropelamentos, de hotspots espacial, e hotspots espacial/ temporal) que geram melhor performance e as variáveis que melhor explicam os atropelamentos. Nós analisamos dados de duas espécies de cada classe de vertebrados terrestres no Brasil: anfíbios (Leptodactylus latrans e Rhinella icterica), répteis (Philodryas patagoniensis e Helicops infrataeniatus), aves (Volatinia jacarina, e Nothura maculosa) e mamíferos (Didelphis albiventris e Myocastor coypus). Utilizamos o software Siriema para identificar hotspots de atropelamentos e o software MaxEnt para analisar a relação entre os tipos de dados de atropelamento as variáveis ambientais. Todos os nossos modelos obtiveram uma boa performance (AUC > 0.7). Os nossos resultados sugerem que os modelos MaxEnt têm melhor desempenho com hotspots. Em gelral, as variáveis ambientais que explicaram os atropelamentos foram consistentes com os habitats das espécies e não encontramos diferenças de performance de modelo entre as espécies especialistas e generalistas em termos de habitat. Deste modo, nós recomendamos o uso de hotspots para modelar o risco de atropelamento tanto para habitat espacialista e generalistas.

Abstract

Roads are responsible for a massive mortality of wildlife annually. In order to define measures to reduce roadkill risk many studies have analyzed the spatial environmental variables that explain roadkill likelihood. There are several approaches to conduct this type of analysis such as modelling the roadkill presence-only (high quantity and low quality of the data) or the incidence of roadkill (hereafter hotspots) (low quantity and high quality of the data). However, there is no consensus on which one is the best to generate the most accurate and robust results. We aimed to compare which type of records (only roadkill, spatial hotspots, or spatio-temporal hotspots) generate better model performance and the variables that better explain the roadkill likelihood. We analyzed roadkill records of two species in each class of terrestrial vertebrates collected in Brazil: amphibians (Leptodactylus latrans and Rhinella icterica), reptiles (Philodryas patagoniensis and Helicops infrataeniatus), birds (Volatinia jacarina and Nothura maculosa), and mammals (Didelphis albiventris and Myocastor coypus). We used the Siriema software to identity roadkill hotspots, and the MaxEnt software to analyze the relationship between the three types of records with the environmental variables. All models had a high performance (AUC > 0.7). Our findings suggest that MaxEnt models performance were better with hotspots. In general, the environmental variables that explained roadkill were consistent with species habitats and no differences were found between habitat specialist and generalist species Therefore, we recommend the use of hotspots for modeling the roadkill risk for either habitat specialist and generalist species.

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CORRÊA, M. S. Assessment of roadkill likelihood methods: the use of single occurences versus hotspots for different taxa. Dissertação (Mestrado em Ecologia Aplicada) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2021.

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