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Exposição à progesterona prévia à IATF não interfere na qualidade oocitária e expressão gênica de células do cumulus de vacas Bos indicus em anestro

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Resumo

Atualmente a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) está bem estabelecida como biotécnica aplicada em programas reprodutivos. Protocolos de IATF foram desenvolvidos para promover o controle das funções luteal e folicular, o que resulta em taxas de sincronização aproximadamente de 85%, sendo menor em animais de baixo escore de condição corporal. O sucesso da IATF se deve, em partes, ao estímulo da progesterona exógena na pulsatilidade de GnRH e LH, o que possibilita a ovulação de um folículo pré-ovulatório no início do período pós-parto. Com isso, maiores taxas de prenhez tem sido encontradas em vacas zebuínas de pós-parto recente tratadas com progesterona injetável anteriormente ao início do protocolo de IATF. A progesterona atua nas áreas mais sensíveis do eixo hipotalâmico-hipofisário na liberação de GnRH e LH, favorece a expansão e diminui a apoptose das células do cumulus, no entanto, ainda não se sabe o porquê desse aumento na taxa de prenhez dos animais tratados previamente com esse hormônio. No atual estudo, vacas Bos indicus (N=30) foram tratadas com 150 mg de progesterona injetável dez dias antes (D-10) do protocolo de sincronização da ovulação (D0), a base de implante intravaginal de progesterona e benzoato de estradiol. Após cinco dias (D5), todos os folículos visíveis foram aspirados. Os COCs foram selecionados, classificados e os oócitos armazenados em nitrogênio líquido para posterior análise de PCR em tempo real, assim como as células do cumulus. Na PCR, genes de qualidade oocitária (BMP15 e GDF9), expansão das células do cumulus (HAS2) e de controle da apoptose (BAX e BCL2) foram analisados. Não houve diferença significativa na qualidade oocitária e na expressão relativa dos transcritos avaliados, demonstrando que a progesterona injetável não interfere na qualidade dos oócitos e no controle da apoptose e expansão das células do cumulus, não sendo essa a causa do aumento de prenhez nos animais tratados com esse hormônio.

Abstract

Currently, Time Artificial Insemination (TAI) is well established as a biotech applied in reproductive programs. TAI protocols were developed to promote the control of luteal and follicular functions, which results in synchronization rates of approximately 85%, being lower in animals with a low body condition score. The success of TAI is due, in part, to the stimulation of exogenous progesterone in the pulsatility of GnRH and LH, which allows the ovulation of a preovulatory follicle in the beginning of the postpartum period. Higher pregnancy rates have been found in recent postpartum Zebu cows treated with injectable progesterone prior to TAI protocol. Progesterone acts in the most sensitive areas of the hypothalamic-pituitary axis in the GnRH and LH release, favors the expansion and decreases the apoptosis of cumulus cells, however, it is still unknown why this increase in the pregnancy rate of previously treated animals with this hormone. In the current study, Bos indicus cows (N=30) were treated with 150 mg of injectable progesterone ten days before (D-10) the ovulation synchronization protocol (D0), based on intravaginal progesterone implant and estradiol benzoate. After five days (D5), all visible follicles were aspirated. COCs were selected, classified and oocytes stored in liquid nitrogen for subsequent real-time PCR analysis, as well as cumulus cells. In PCR, oocyte quality (BMP15 and GDF9), cumulus cell expansion (HAS2) and apoptosis control (BAX and BCL2) genes were analyzed. There was no significant difference in oocyte quality and relative expression of the transcripts evaluated, demonstrating that injectable progesterone does not interfere in the quality of oocytes and in the control of apoptosis and expansion of cumulus cells, which is not the cause of increased pregnancy in treated animals with this hormone.

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SANTOS, A. P. C. Exposição à progesterona prévia à IATF não interfere na qualidade oocitária e expressão gênica de células do cumulus de vacas Bos indicus em anestro. 2021. 63 p. Tese (Doutorado em Ciências Veterinárias) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2021.

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