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Tuberculose e coinfecção com HIV no Brasil (2002 a 2022): um estudo de série temporal

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Dados abertos

https://portalsinan.saude.gov.br/doencas-e-agravos

Resumo

A tuberculose (TB) permanece como um grande desafio de saúde pública no Brasil, especialmente no contexto da coinfecção TB-HIV. Este estudo realizou uma análise de série temporal, de 2002 a 2022, com base em dados dos sistemas nacionais de informação em saúde do Brasil, para avaliar os impactos das políticas públicas de saúde, incluindo a expansão da Estratégia de Saúde da Família (ESF), na epidemiologia da TB e da coinfecção TB-HIV. Utilizando modelos SARIMAX, analisaram-se as curvas de incidência de TB e TB-HIV, em conjunto com fatores socioeconômicos e intervenções do sistema de saúde. Os resultados indicaram uma tendência estatisticamente significativa de redução na incidência de TB até 2017, seguida por estabilização, com disparidades demográficas notáveis e maior vulnerabilidade em homens e adultos jovens. A testagem para HIV em pacientes com TB aumentou significativamente, saindo de 24,6% até atingir 85,6% em 2022. No entanto, a incidência de coinfecção TB-HIV variou durante a série, aumentando em períodos específicos, causadapossivelmente pela influência do acesso aprimorado ao diagnóstico. As correlações mostraram associações mais fortes entre intervenções de saúde e redução da incidência de TB em mulheres, em comparação com homens. O estudo também identificou desafios estruturais agravados pela pandemia de COVID-19, que interrompeu os diagnósticos e tratamentos de TB. Embora o Brasil tenha alcançado avanços no manejo do HIV por meio de políticas públicas que garantem acesso à prevenção e à terapia antirretroviral, ainda existem lacunas no enfrentamento da TB e das coinfecções em populações marginalizadas. O presente trabalho visa mostrar que a integração aprimorada dos programas de TB e HIV, a ampliação das políticas sociais e o investimento em inovações tecnológicas são essenciais para alcançar resultados sustentáveis em saúde pública.

Abstract

Tuberculosis (TB) remains a significant public health challenge in Brazil, particularly in the context of TB-HIV coinfection. This study conducted a time series analysis from 2002 to 2022 based on data from Brazil's national health information systems to evaluate the impacts of public health policies, including the expansion of the Family Health Strategy (ESF), on the epidemiology of TB and TB-HIV coinfection. Using SARIMAX models, the incidence curves of TB and TB-HIV were analyzed alongside socioeconomic factors and health system interventions. The results indicated a statistically significant downward trend in TB incidence until 2017, followed by stabilization, with notable demographic disparities and greater vulnerability among men and young adults. HIV testing in TB patients increased significantly, rising from 24.6% to 85.6% in 2022. However, TB-HIV coinfection incidence varied throughout the series, with specific periods of increase, possibly influenced by improved diagnostic access. The correlations revealed stronger associations between health interventions and TB incidence reduction in women compared to men. The study also identified structural challenges exacerbated by the COVID-19 pandemic, which disrupted TB diagnosis and treatment. While Brazil has made progress in HIV management through public policies ensuring access to prevention and antiretroviral therapy, gaps remain in addressing TB and coinfections among marginalized populations. This work aims to demonstrate that enhanced integration of TB and HIV programs, expanded social policies, and investment in technological innovations are essential to achieving sustainable public health outcomes.

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CLEMENTE, Thiago Victor. Tuberculose e coinfecção com HIV no Brasil (2002 a 2022): um estudo de série temporal. 2024. 46 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) – Universidade Federal de Lavras, Faculdade de Ciências da Saúde, Lavras, 2024.

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