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Geoestatística e espectroscopia aplicadas no estudo de embasamento técnico para indicações geográficas em café

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Arquivo retido, a pedido da autora, até julho de 2026.

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Resumo

As condições intrínsecas de clima, solo e relevo, aliadas às características agronômicas e genéticas das variedades de café, conferem uma identidade única à bebida, ligada ao seu local de produção. A crescente demanda global por cafés de alta qualidade, que exige rastreabilidade e certificação de origem, tem estimulado regiões produtoras, como o Brasil (maior produtor mundial), a buscarem o reconhecimento por meio de Indicações Geográficas (IGs) – incluindo a modalidade Denominação de Origem (DO) – visando proteger, valorizar e garantir a autenticidade e as características específicas de seus produtos.Neste contexto, diversas técnicas são empregadas para estabelecer o nexo causal entre as características do produto e o espaço geográfico, fundamental para a proposição de uma IG. Este estudo, focado na renomada região da Chapada Diamantina, Bahia (já reconhecida como IG na modalidade DO), utilizou uma abordagem multifacetada. Foram realizadas análises sensoriais e espectroscópicas de absorção na região do ultravioleta-visível (UV-Vis) em cafés das safras de 2020/2021, abrangendo dois tipos de processamento: natural (via seca) e descascado (via úmida).A aplicação de métodos geoestatísticos aos dados sensoriais demonstrou que a distribuição da qualidade do café na Chapada Diamantina é espacialmente estruturada e fortemente influenciada por fatores geográficos. Cafés com perfil sensorial superior (maior intensidade de doçura, acidez, corpo, finalização e notas elevadas) são predominantes nas regiões Sul e Centro-Oeste, associadas a altitudes acima de 1100 metros. Em contraste, áreas mais ao norte, com altitudes menores, apresentaram maior adstringência e amargor, resultando em menor qualidade. A consistência desses padrões entre cafés descascados e naturais sublinha a preeminência do terroir (altitude e latitude, em particular) na determinação da qualidade intrínseca do café regional.Paralelamente, a espectroscopia de UV-Vis, associada à Análise de Componentes Principais (PCA), mostrou-se eficiente na discriminação de grãos de café da Chapada Diamantina em relação a amostras de outras regiões, validando a singularidade química do produto local. Contudo, dentro da própria área de estudo, a espectroscopia de UV-Vis não revelou tendências de agrupamento químico, indicando uma uniformidade química entre as amostras de café da região-alvo, independentemente do processamento.Em suma, este trabalho consolida a geoestatística como uma ferramenta robusta para compreender a distribuição espacial de características sensoriais e químicas, reforçando a ligação indissociável entre a qualidade do café e sua origem geográfica. Juntamente com a quimiometria, esta abordagem fornece subsídios científicos essenciais para a valorização e a proteção de produtos com Indicação Geográfica, fundamentando a singularidade do terroir da Chapada Diamantina.

Abstract

The intrinsic conditions of climate, soil and relief, combined with the agronomic and genetic characteristics of coffee varieties, give a unique identity to the drink, linked to their place of production. The growing global demand for high quality coffees, which requires traceability and certification of origin, has stimulated producing regions, such as Brazil (largest worldwide producer), seeking recognition through geographical indications (Igs) - including the Modality Denomination of Origin (DO) - aiming to protect, value and ensure the authenticity and specific characteristics of their products. In this context, various techniques are employed to establish the causal link between the characteristics of the product and the geographical space, fundamental for the proposition of an IG. This study, focused on the renowned region of Chapada Diamantina, Bahia (already recognized as IG in the mode of), used a multifaceted approach. Sensory and spectroscopic analyzes of absorption were performed in the Ultraviolet-Visible (UV-VIS) region in cafes of the 2020/2021 crops, covering two types of processing: natural (dry via) and peeled (wet via). The application of geostatistic methods to sensory data has shown that the distribution of coffee quality in Chapada Diamantina is spatially structured and strongly influenced by geographical factors. Coffee with superior sensory profile (higher sweetness of sweetness, acidity, body, finishing and high notes) are predominant in the South and Midwest, associated with altitudes above 1100 meters. In contrast, northern areas, with lower altitudes, showed greater astringency and bitterness, resulting in lower quality. The consistency of these patterns between peeled and natural coffees underlines the preeminence of terroir (altitude and latitude, in particular) in determining the intrinsic quality of regional coffee. At the same time, UV-Vis spectroscopy, associated with the analysis of main components (PCA), was efficient in discrimination of Chapada Diamantina coffee beans compared to samples from other regions, validating the chemical uniqueness of the local product. However, within the area of study itself, UV-Vis spectroscopy did not reveal chemical grouping trends, indicating chemical uniformity between coffee samples in the target region, regardless of processing. In short, this work consolidates geostatistics as a robust tool for understanding the spatial distribution of sensory and chemical characteristics, reinforcing the inseparable connection between coffee quality and its geographical origin. Together with chemiometry, this approach provides essential scientific subsidies for the valorization and protection of products with geographical indication, based on the uniqueness of Chapada Diamantina terroir.

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SILVA, Laís de Oliveira. Geoestatística e espectroscopia aplicadas no estudo de embasamento técnico para indicações geográficas em café. 2025. Tese (Doutorado em Engenharia Agrícola) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, MG, 2025.

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