dissertação

Qualidade das informações publicadas em redes sociais sobre controle nutricional do Diabetes Mellitus tipo 2

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Arquivo retido, a pedido da autoria, até outubro de 2026.

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Faculdade de Ciências da Saúde (FCS)

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Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde

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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIG

Tipo de impacto

Sociais
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Áreas Temáticas da Extenção

Cultura
Educação
Saúde
Tecnologia e produção

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

ODS 3: Saúde e bem-estar
ODS 4: Educação de qualidade

Dados abertos

Resumo

A maneira como as pessoas acessam e interagem com conteúdos relacionados à saúde na internet vem sendo modificada com o tempo. Nesse contexto, as redes sociais consolidaram- se como fontes populares de disseminação de informação, especialmente sobre o manejo de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como o diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Entretanto, a qualidade das informações disseminadas nessas plataformas é preocupante, devido aos riscos de orientações incorretas que podem comprometer a educação em saúde e a tomada de decisões baseadas em evidências. Assim, o presente trabalho teve como objetivo avaliar sistematicamente a qualidade de vídeos sobre DM2 publicadas no Facebook Ò , Instagram Ò e YouTube Ò por meio de dois estudos. No primeiro, 381 vídeos foram selecionados a partir da busca pela palavra-chave “type 2 diabetes” e avaliados por dois avaliadores independentes, utilizando os instrumentos DISCERN, MQ-VET e PEMAT-A/V. Foram aplicados modelos de regressão para identificar preditores da qualidade, considerando duração, perfil do produtor e métricas de engajamento. Os resultados revelaram que, de forma geral, a qualidade dos conteúdos foi baixa e a duração dos vídeos mostrou-se um fator preditor significativo de melhor qualidade em todas as plataformas, além de se constatar uma uma desconexão entre engajamento (curtidas, visualizações e comentários) e qualidade da informação. No segundo estudo, 92 vídeos foram avaliados quanto à conformidade das informações nutricionais com a diretriz Standards of Care in Diabetes—2024 da American Diabetes Association (ADA). A seleção envolveu critérios rigorosos de elegibilidade, e um avaliador especializado classificou cada item conforme sua aderência à diretriz, gerando um índice de adequação que variou de 0 a 1. A média geral foi 0,4540, indicando baixa conformidade, sem diferenças significativas entre redes sociais ou perfis de produtores. Muitos vídeos abordaram informações não contempladas pela diretriz, o que impossibilitou a sua avaliação. Concluiu-se que apesar da ampla disseminação e potencial impacto das redes sociais na educação em saúde, a qualidade e a confiabilidade das informações nutricionais sobre DM2 nas redes sociais permanecem limitadas, podendo apresentar riscos para os usuários. Esses achados reforçam a necessidade de estratégias de educação em saúde a fim de criar autonomia na seleção de fontes seguras de informações baseadas em evidências nas redes sociais, além da otimização de políticas de regulação para melhorar o acesso a informações seguras e fundamentadas cientificamente.

Abstract

The way individuals access and interact with health-related content online has evolved over time. In this context, social media platforms have become popular sources for disseminating information, particularly regarding the management of noncommunicable chronic diseases (NCDs), such as type 2 diabetes mellitus (T2DM). However, the quality of information shared on these platforms raises concerns, given the potential risks of inaccurate guidance that may hinder health education and evidence-based decision-making. This dissertation aimed to systematically evaluate the quality of T2DM-related videos published on Facebook®, Instagram®, and YouTube® through two studies. In the first study, 381 videos were selected using the keyword “type 2 diabetes” and assessed by two independent reviewers using the DISCERN, MQ-VET, and PEMAT-A/V instruments. Regression models were applied to identify predictors of quality, considering video duration, producer profile, and engagement metrics. Overall, the findings revealed that video quality was low to moderate, and video duration was a significant predictor of higher quality across all platforms. Additionally, a disconnect was observed between user engagement (likes, views, and comments) and the quality of the information provided. The second study evaluated 92 videos for compliance with the nutritional recommendations of the Standards of Care in Diabetes—2024 published by the American Diabetes Association (ADA). Videos were selected based on strict eligibility criteria, and a specialized evaluator assessed each item for adherence to the guideline, generating a compliance index ranging from 0 to 1. The overall mean score was 0.4540, indicating low adherence, with no significant differences between platforms or producer profiles. Several videos addressed topics not covered by the ADA guideline, making them ineligible for evaluation. The findings indicate that despite the broad dissemination and potential impact of social media in health education, the quality and reliability of nutritional information about T2DM on these platforms remain limited and may pose risks to users. These results underscore the need for health education strategies that empower individuals to identify trustworthy, evidence-based sources of information on social media, as well as the importance of enhancing regulatory policies to improve access to scientifically grounded content.

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MONTEIRO, Pamela Ione Alves. Qualidade das informações publicadas em redes sociais sobre controle nutricional do Diabetes Mellitus tipo 2. 2025. 75 p. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2025.

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