dissertação
Toxicidade de fungicidas utilizados na cultura do milho para o predador Doru luteipes (dermaptera: forficulidae)
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Programa de Pós-Graduação
Programa de Pós-Graduação em Entomologia
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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
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Sociais
Áreas Temáticas da Extenção
Meio ambiente
Tecnologia e produção
Tecnologia e produção
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
ODS 2: Fome zero e agricultura sustentável
ODS 12: Consumo e produção responsáveis
ODS 12: Consumo e produção responsáveis
Dados abertos
Resumo
A cultura do milho é frequentemente atacada por insetos-praga e doenças que comprometem a qualidade dos grãos e a produtividade das lavouras. Entre os principais insetos-praga da cultura destaca-se Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae), cujo controle é realizado principalmente por meio de inseticidas químicos e tecnologia Bt. No entanto, populações destes insetos também podem ser naturalmente reguladas por inimigos naturais de ocorrência natural, como é o caso da tesourinha Doru luteipes (Dermaptera: Forficulidae). As doenças, por sua vez, são controladas principalmente com fungicidas sintéticos, os quais podem causar desequilíbrios biológicos em lavouras de milho. Desta forma, é importante que os programas de manejo integrado de pragas (MIP) considerem o impacto de pesticidas em inimigos naturais. Objetivou- se no presente estudo avaliar a toxicidade de fungicidas recomendados para a cultura do milho para ninfas de quarto instar (N4) e adultos de D. luteipes, em diferentes vias de exposição. Os fungicidas utilizados e suas respectivas doses foram chlorotalonil (10,0 g/L); pyraclostrobin + epoxiconazole (5,0 mL/L); pyraclostrobin + fluxapiroxad (2,3 mL/L); mancozeb (14,0 g/L); azoxystrobin + carboxamide (1,0 g/L); azoxystrobin + difenoconazole (5,0 mL/L) e tiofanate- metílic (0,35 g/L). As testemunhas negativa e positiva foram água destilada e inseticida à base de Beauveria bassiana (3,25 mL/L). A aplicação desses fungicidas foi realizada por meio de torre de Potter, calibrada a 15 lb/pol2 para aplicar 1,5 ± 0,5 μL/cm2 . As vias de exposição dos fungicidas foram i) aplicação tópica, ii) contato com resíduos, iii) ingestão de presas contaminadas e iv) persistência em superfície inerte. Os bioensaios foram realizados em delineamento inteiramente casualizado, com 50 insetos por tratamento (10 insetos/repetição). Avaliou-se a mortalidade diária, a viabilidade de ovos e sobrevivência de ninfas em todos os tratamentos. Para adultos, os fungicidas aplicados topicamente não reduziram o tempo letal mediano (TL50). Os tratamentos com pyraclostrobin, pyraclostrobin + epoxiconazole e B. bassiana mostraram alta toxicidade para ninfas e adultos de D. luteipes, enquanto chlorothalonil e thiophanate-methyl foram seletivos, com menor efeito sobre a sobrevivência. A toxicidade variou conforme a via de exposição, sendo que a exposição dos insetos a resíduos em superfície inertes causou maiores efeitos negativos, enquanto a ingestão de presas contaminadas se mostrou menos deletéria ao predador. A partir desses resultados, infere-se que D. luteipes apresenta resistência natural a alguns compostos, possivelmente ligada a características morfológicas e mecanismos de detoxificação. Os fungicidas avaliados mostraram seletividade ao predador D. luteipes, com toxicidade variável conforme a via de exposição. Resíduos de pyraclostrobin + epoxiconazole, azoxystrobin + difenoconazole e mancozeb foram letais para ninfas e adultos, enquanto a maioria dos produtos foram classificados como vida curta. A ingestão de presas contaminadas teve menor impacto sobre a sobrevivência e, em função da alta toxicidade, pyraclostrobin + epoxiconazole, pyraclostrobin + carboxamide, mancozeb e thiophanate-methyl não devem ser os preferidos para aplicações em lavouras de milho quando se pretende conservar o predador D. luteipes.
Abstract
Maize crops are attacked by pests and diseases that compromise both grain quality and productivity. Among the main insect pests of this crop is Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae), whose control is mainly carried out using chemical insecticides and Bt technology. However, populations of this pest can also be naturally regulated by naturally occurring natural enemies, such as the earwig Doru luteipes (Dermaptera: Forficulidae). Diseases, in turn, are mainly controlled with synthetic fungicides, which may cause biological imbalances in maize fields. Therefore, it is important that integrated pest management (IPM) programs consider the impact of pesticides on natural enemies.The aim of this study was to evaluate the toxicity of fungicides recommended for maize crops to fourth-instar nymphs (N4) and adults of D. luteipes via different exposure routes. The fungicides and their respective doses were: chlorothalonil (10.0 g/L); pyraclostrobin + epoxiconazole (5.0 mL/L); pyraclostrobin + fluxapyroxad (2.3 mL/L); mancozeb (14.0 g/L); azoxystrobin + carboxamide (1.0 g/L); azoxystrobin + difenoconazole (5.0 mL/L); and thiophanate-methyl (0.35 g/L). Negative and positive controls were distilled water and an insecticide based on Beauveria bassiana (3.25 mL/L), respectively. Fungicide applications were carried out using a Potter spray tower calibrated at 15 lb/in2 to apply 1.5 ± 0.5 μL/cm2. The exposure routes evaluated were: (i) topical application; (ii) contact with residues; (iii) ingestion of contaminated prey; and (iv) persistence on inert surfaces. The bioassays were conducted in a completely randomized design with 50 insects per treatment (10 insects per replicate). Daily mortality, egg viability, and nymph viability were assessed for all treatments. For adults, fungicides applied topically did not reduce the median lethal time (LT50). Treatments with pyraclostrobin, pyraclostrobin + epoxiconazole, and B. bassiana showed high toxicity to nymphs and adults of D. luteipes, whereas chlorothalonil and thiophanate-methyl were selective, with lower effects on survival. Toxicity varied according to the exposure route: contact with residues on inert surfaces caused greater negative effects, while ingestion of contaminated prey proved less harmful to the predator. Based on these results, it is inferred that D. luteipes exhibits natural resistance to some compounds, possibly linked to morphological characteristics and detoxification mechanisms. The fungicides evaluated showed selectivity to the predator D. luteipes, with variable toxicity depending on the exposure route. Residues of pyraclostrobin + epoxiconazole, azoxystrobin + difenoconazole, and mancozeb were lethal to nymphs and adults, whereas most products were classified as short-lived. Ingestion of contaminated prey had a lower impact on survival, and due to their high toxicity, pyraclostrobin + epoxiconazole, pyraclostrobin + carboxamide, mancozeb, and thiophanate-methyl should not be preferred for applications in maize fields when the conservation of the predator D. luteipes is intended.
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LEAL, Geisy Nascimento. Toxicidade de fungicidas utilizados na cultura do milho para o predador Doru luteipes (dermaptera: forficulidae). 2025. 51 p. (Mestrado em Entomologia) -Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2025.
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