dissertação
Corpos germinando territórios: práticas de resistência por mulheres do campo para sustentação da vida e permanência na terra pela agroecologia
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Universidade Federal de Lavras
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Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (FCSA)
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Departamento de Administração e Economia
Programa de Pós-Graduação
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável e Extensão
Agência de fomento
Tipo de impacto
Sociais
Econômicos
Culturais
Econômicos
Culturais
Áreas Temáticas da Extensão
Direitos humanos e justica
Educação
Meio ambiente
Tecnologia e produção
Trabalho
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Meio ambiente
Tecnologia e produção
Trabalho
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
ODS 2: Fome zero e agricultura sustentável
ODS 10: Redução das desigualdades
ODS 12: Consumo e produção responsáveis
ODS 15: Vida terrestre
ODS 10: Redução das desigualdades
ODS 12: Consumo e produção responsáveis
ODS 15: Vida terrestre
Dados abertos
Resumo
Nesta dissertação analisamos o protagonismo das mulheres do campo, assentadas nos municípios de Sidrolândia e Terenos (MS), que atuam na linha de frente da agroecologia, da resistência territorial e da construção de alternativas econômicas para permanecer morando no campo e defendendo seus modos de vida. A pesquisa parte de uma abordagem qualitativa, fundamentada na pesquisa narrativa e em perspectivas da epistemologia do sul, com foco na análise das trajetórias de vida, práticas agroecológicas e formas de organização comunitária, protagonizadas por essas mulheres. Para isso, foram realizadas entrevistas narrativas (Larrosa, 2014) com cinco mulheres, que moram e produzem no campo, complementadas por observação participante e registros sistemáticos em caderno de campo. A análise foi orientada pela hermenêutica de profundidade (Thompson, 1995), buscando compreender os sentidos atribuídos pelas participantes à resistência cotidiana no campo e nos espaços externos que buscam para escoar sua produção, como feiras locais e urbanas, enfatizando a articulação coletiva pautada na agroecologia, na soberania alimentar e na permanência na terra. O conceito de corpos-territórios é central neste estudo, compreendido como espaço político de saberes, afetos e lutas, onde o corpo dessas mulheres e o território se entrelaçam na construção de modos de vida sustentáveis. Na pesquisa, dialogamos criticamente com a dicotomia entre o campo como empresa e o campo como modo de vida, problematizando os impactos da agricultura intensiva sobre a segurança alimentar, os recursos hídricos e a biodiversidade, bem como na vida e cultura popular. Nesse contexto, investigamos o acesso e a efetividade das políticas de incentivos rurais junto às comunidades dessas mulheres assentadas, evidenciando a urgência da superação das desigualdades de gênero nos sistemas agroalimentares. Esperamos que os resultados contribuam para o fortalecimento de políticas públicas e ações coletivas comprometidas com a justiça de gênero, a agroecologia e a valorização dos saberes camponeses e o próprio processo de produção e socialização de conhecimentos. Os vídeos coletados durante as entrevistas foram base para a produção de um videodocumentário, cuja publicação foi feita no Youtube para popularizar o acesso e contribuir com a luta e a divulgação de suas experiências.
Abstract
In this dissertation, we analyze the protagonism of rural women, settled in the municipalities of Sidrolândia and Terenos (MS), who work on the front lines of agroecology, territorial resistance, and the construction of economic alternatives to remain in the countryside and defend their ways of life. The research uses a qualitative approach, grounded in narrative research and perspectives from Southern epistemology, focusing on analyzing the life trajectories, agroecological practices, and forms of community organization led by these women. To this end, narrative interviews (Larrosa, 2014) were conducted with five women who live and produce in the countryside, complemented by participant observation and systematic field notebook recording. The analysis was guided by in-depth hermeneutics (Thompson, 1995), seeking to understand the meanings attributed by the participants to everyday resistance in the countryside and in the external spaces they use to market their produce, such as local and urban markets, emphasizing collective articulation based on agroecology, food sovereignty, and permanence on the land. The concept of body-territories is central to this study, understood as a political space of knowledge, affection, and struggles, where these women's bodies and the territory intertwine in the construction of sustainable ways of life. In this research, we critically engage with the dichotomy between the countryside as a business and the countryside as a way of life, problematizing the impacts of intensive agriculture on food security, water resources, and biodiversity, as well as on popular life and culture. In this context, we investigated the access and effectiveness of rural incentive policies among these settled women's communities, highlighting the urgency of overcoming gender inequalities in agrifood systems. We hope that the results will contribute to the strengthening of public policies and collective actions committed to gender justice, agroecology, and the valorization of peasant knowledge, as well as the very process of knowledge production and socialization. The videos collected during the interviews served as the basis for the production of a video documentary, which was published on YouTube to popularize access and contribute to the struggle and dissemination of their experiences.
Descrição
Área de concentração
Desenvolvimento Sustentável e Extensão
Linha de pesquisa
Desenvolvimento e Extensão
Agência de desenvolvimento
Palavra chave
Marca
Objetivo
Procedência
Impacto da pesquisa
Resumen
ISBN
DOI
Citação
CELESTINO, Taiza Tabata Falkembak. Corpos germinando territórios: práticas de resistência por mulheres do campo para sustentação da vida e permanência na terra pela agroecologia. 2026. 109 p. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável e Extensão) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2025.
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