dissertação
Silicato de cobre na indução de resistência para o manejo do oídio (erysiphe diffusa) na cultura da soja.
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Arquivo retido a pedido da autoria, até junho de 2027.
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Editor
Universidade Federal de Lavras
Faculdade, Instituto ou Escola
Escola de Ciências Agrárias de Lavras (ESAL)
Departamento
Programa de Pós-Graduação
Programa de Pós-Graduação em Agronomia/Fitopatologia
Agência de fomento
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Tipo de impacto
Sociais
Tecnológico
Econômicos
Culturais
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Econômicos
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Áreas Temáticas da Extensão
Cultura
Meio ambiente
Saúde
Tecnologia e produção
Meio ambiente
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Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
ODS 1: Erradicação da pobreza
ODS 2: Fome zero e agricultura sustentável
ODS 3: Saúde e bem-estar
ODS 12: Consumo e produção responsáveis
ODS 13: Ação contra a mudança global do clima
ODS 2: Fome zero e agricultura sustentável
ODS 3: Saúde e bem-estar
ODS 12: Consumo e produção responsáveis
ODS 13: Ação contra a mudança global do clima
Dados abertos
Resumo
A soja (Glycine max) é a principal commodity do Brasil, e um dos fatores que limitam sua produtividade é a ocorrência de doenças como o oídio. O oídio da soja, Erysiphe diffusa, é fungo biotrófico que acomete a cultura em qualquer estádio de desenvolvimento da planta e, quando não manejado adequadamente, pode provocar perdas que variam de 20 a 40%. As medidas de controle adotadas para essa doença envolvem a utilização de cultivares resistentes e a aplicação de fungicidas. No entanto, a utilização de elementos minerais como o cobre e o silício, caracterizamse como uma alternativa eficiente no manejo da doença. Esses elementos possuem propriedades antifúngicas e atuam induzindo mecanismos de defesa das plantas. Neste contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos do silicato de cobre nas respostas de defesa da soja e no manejo do oídio. Foram realizados dois experimentos em casa de vegetação, em delineamento em blocos causalizados (DBC). O experimento I teve como objetivo avaliar o efeito antifúngico do silicato de cobre contra o oídio e foi instalado em DBC, com sete tratamentos, quatro repetições e duas plantas por parcela. Os tratamentos foram constituídos por: um controle negativo (sem aplicação do produto), um controle positivo com o fungicida registrado para manejo da doença (fluxapiroxade + piraclostrobina), o indutor de resistência comercial (Acibenzolar-S-metil- ASM) e o silicato de cobre nas seguintes doses 2.5, 5, 7.5 e 10 mL/L. A aplicação dos produtos foi realizada nos estádios V2/V4. Sete dias após a aplicação dos produtos as plantas foram inoculadas com E. diffusa. Foi avaliada a severidade do oídio. O experimento II teve como objetivo avaliar o efeito indutor do silicato de cobre e foi conduzido em DBC, com quatro tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos por: um controle negativo (sem aplicação do produto), um controle positivo com o indutor comercial (ASM) e o silicato de cobre nas doses de 5 mL/L e 10 mL/L. A aplicação dos produtos foi realizada nos estádios V2/V4. Para as análises das enzimas fenilalanina amônia-liase (PAL), superóxido dismutase (SOD), ascorbato peroxidase (APX), catalase (CAT), quitinase (QUI), peroxidação lipídica e dos compostos fenólicos, foram realizadas coletas nos tempos de 0, 24, 48, 72 e 96 horas após a aplicação dos tratamentos. Para a quantificação da lignina solúvel a coleta foi realizada 14 dias após a aplicação dos produtos. A quantificação dos isoflavonoides daidzeína e genisteína também foi realizada. A aplicação de silicato de cobre reduziu significativamente o progresso do oídio da soja, com destaque para as doses de 5 e 10 mL/L, que promoveram reduções de 27,2% e 34,6% na AACPD, respectivamente, em relação ao controle negativo, além de estimular respostas de defesa da planta, com aumento da atividade de enzimas como a PAL, SOD, CAT e a quitinase, a aplicação do silicato de cobre promoveu um aumento pontual da peroxidacão lipídica, compatível com a ativação inicial dos mecanismos de defesa. A aplicação do silicato de cobre na dose de 5 mL/L resultou ainda em um aumento de teor de lignina solúvel e dos isoflavonoides daidzeína e genisteína. dessa forma, o silicato de cobre configura-se como uma alternativa promissora para o manejo integrado do oídio da soja, contribuindo para sistemas agrícolas mais sustentáveis
Abstract
Soybean (Glycine max) is the main commodity of Brazil, and one of the factors that limit its productivity is the occurrence of diseases such as oidium. Soybean oidium, Erysiphe diffusa, is a biotrophic fungus that affects the crop at any stage of plant development and, when not properly managed, can cause losses ranging from 20 to 40%. The control measures adopted for this disease involve the use of resistant cultivars and the application of fungicides. However, the use of mineral elements such as copper and silicon are characterized as an efficient alternative in disease management. These elements have antifungal properties and act inducing plant defense mechanisms. In this context, the objective of the work was to evaluate the effects of copper silicate on soy defense responses and oidium management. Two experiments were carried out in a vegetation house, designed in causalized blocks (DBC). The experiment I aimed to evaluate the antifungal effect of copper silicate against oidium and was installed in DBC, with seven treatments, four repetitions and two plants per plot. The treatments consisted of: a negative control (without application of the product), a positive control with the fungicide registered for disease management (fluxapyroxade + pyraclostrobin), the commercial resistance inducer (Acibenzolar-S-methylASM) and copper silicate in the following doses 2.5, 5, 7.5 and 10 mL/L. The application of the products was carried out in stages V2/V4. Seven days after the application of the products, the plants were inoculated with E. diffusa. The severity of the oidium was evaluated. Experiment II aimed to evaluate the inductive effect of copper silicate and was conducted in BCD, with four treatments and four repetitions. The treatments consisted of: a negative control (without application of the product), a positive control with commercial inductor (ASM) and copper silicate in doses of 5 mL/L and 10 mL/L. The application of the products was carried out in stages V2/V4. For the analysis of the enzymes phenylalanine ammonia-lyase (PAL), superoxide dismutase (SOD), ascorbate peroxidase (APX), catalase (CAT), chitinase (QUI), lipid peroxidation and phenolic compounds, samples were collected at 0, 24, 48, 72 and 96 hours after application of the treatments. For the quantification of soluble lignin, collection was carried out 14 days after the products were applied. The quantification of the isoflavonoids daidzein and genistein was also performed. The application of copper silicate significantly reduced the progress of soy oidium, with emphasis on doses of 5 and 10 mL/L, which promoted reductions of 27.2% and 34.6% in AACPD, respectively, compared to negative control, in addition to stimulating plant defense responses, with increased activity of enzymes such as PAL, SOD, CAT and chitinase, application of copper silicate promoted a point increase in lipid peroxidacon, compatible with the initial activation of defense mechanisms. The application of copper silicate at a dose of 5 mL/L also resulted in an increase in the content of soluble lignin and isoflavonoids daidzein and genistein. in this way, copper silicate is a promising alternative for the integrated management of soybean oidium, contributing to more sustainable agricultural systems
Descrição
Área de concentração
Fitopatologia
Linha de pesquisa
Fisiologia do Parasitismo
Agência de desenvolvimento
Palavra chave
Marca
Objetivo
Procedência
Impacto da pesquisa
Resumen
ISBN
DOI
Citação
JAMAL, Edson Carlos. Silicato de cobre na indução de resistência para o manejo do oídio (erysiphe diffusa) na cultura da soja. 2026. 67 p. (Mestrado em Agronomia/Fitopatologia) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2026.
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