dissertação
Tolerância de gergelim (Sesamum indicum), carinata (Brassica carinata) e mostarda-indiana (Brassica juncea) a herbicidas aplicados em pré e pós-emergência
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Universidade Federal de Lavras
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Escola de Ciências Agrárias de Lavras (ESAL)
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Departamento de Agricultura
Programa de Pós-Graduação
Programa de Pós-Graduação em Agronomia/Fitotecnia
Agência de fomento
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)
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Tipo de impacto
Sociais
Tecnológico
Outros
Tecnológico
Outros
Áreas Temáticas da Extensão
Meio ambiente
Tecnologia e produção
Tecnologia e produção
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
ODS 2: Fome zero e agricultura sustentável
ODS 8: Trabalho decente e crescimento econômico
ODS 12: Consumo e produção responsáveis
ODS 8: Trabalho decente e crescimento econômico
ODS 12: Consumo e produção responsáveis
Dados abertos
Resumo
A diversificação de matérias-primas para fins alimentícios, industriais e de biocombustíveis tem ampliado o interesse por oleaginosas como a carinata, a mostarda-indiana e o gergelim, cujas informações sobre tolerância a herbicidas ainda são escassas. Dessa forma, objetivou-se avaliar a tolerância dessas três espécies a herbicidas aplicados em pré e pós-emergência, bem como a influência das condições de solo e das doses sobre a resposta das culturas. A dissertação foi composta por três artigos, um para cada espécie. Os experimentos foram conduzidos em casa de vegetação, com quatro repetições. Nos experimentos com herbicidas em pré-emergência, utilizou-se o delineamento em blocos casualizados (DBC), em esquema fatorial 2 × 5 (duas condições de solo × cinco doses), avaliando-se isoladamente os herbicidas clomazona, quinclorac e fluroxipir-metílico em duas condições de solo. Em pós-emergência, utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado (DIC), com cinco doses, avaliando-se isoladamente os herbicidas dicamba, quinclorac, halauxifeno-metílico, florpirauxifeno-benzílico e fluroxipir-metílico. A tolerância foi avaliada por meio da fitotoxicidade visual, altura de plantas, massa seca da parte aérea, doses efetivas para reduzir em 10 % e 20 % as variáveis avaliadas e pelo Índice de Tolerância Médio (ITM). Os experimentos foram repetidos em duas épocas experimentais. Na carinata, o quinclorac apresentou resposta associada às maiores doses efetivas estimadas para redução de 10 % da resposta da cultura, com 43,00 g i.a. ha⁻¹ em pré-emergência, independentemente da condição de solo, e 59,83 g i.a. ha⁻¹ em pós-emergência. Na mostarda-indiana, o quinclorac apresentou ED₁₀ de 32,96 g i.a. ha⁻¹ em pré-emergência, independentemente da condição de solo, enquanto, em pós-emergência, não foi observada redução de crescimento suficiente para estimar a ED₁₀ pelo ITM para o halauxifeno-metílico. No gergelim, o fluroxipir-metílico apresentou ED₁₀ de 18,79 g e.a. ha⁻¹ em pré-emergência e 22,70 g e.a. ha⁻¹ em pós-emergência. A resposta ao fluroxipir-metílico diferiu entre as espécies e entre as modalidades de aplicação, enquanto o quinclorac apresentou respostas distintas entre o gergelim e as espécies de brássicas avaliadas. Em conjunto, os resultados mostram que a tolerância dessas oleaginosas depende do ingrediente ativo, da dose e da modalidade de aplicação. A tolerância de uma mesma espécie a um mesmo herbicida pode variar conforme a modalidade de aplicação, pré ou pós-emergência. O mecanismo de ação compartilhado entre herbicidas não é suficiente para prever a tolerância das culturas. Esses resultados fornecem subsídios para a seleção de ingredientes ativos prioritários para validação em campo e para o desenvolvimento de estratégias de controle químico mais seguras para essas culturas.
Abstract
The diversification of feedstocks for food, industrial, and biofuel purposes has increased interest in oilseed crops such as carinata, Indian mustard, and sesame, for which information on herbicide tolerance remains scarce. Therefore, this study aimed to evaluate the tolerance of these three species to herbicides applied pre- and post-emergence, as well as the influence of soil conditions and herbicide rates on crop response. The dissertation comprised three articles, one for each species. The experiments were conducted under greenhouse conditions, with four replications. In the pre-emergence experiments, a randomized complete block design (RCBD) was used in a 2 × 5 factorial arrangement (two soil conditions × five herbicide rates), with clomazone, quinclorac, and fluroxypyr-methyl evaluated individually under two soil conditions. In post-emergence, a completely randomized design (CRD) with five herbicide rates was used to individually evaluate dicamba, quinclorac, halauxifen-methyl, florpyrauxifen-benzyl, and fluroxypyr-methyl. Tolerance was assessed based on visual crop injury, plant height, shoot dry mass, effective doses required to reduce the evaluated variables by 10% and 20%, and the Mean Tolerance Index (MTI). The experiments were repeated in two experimental periods. In carinata, quinclorac showed response associated with the highest effective doses estimated to cause a 10% reduction in crop response, with 43.00 g a.i. ha⁻¹ in pre-emergence, regardless of soil condition, and 59.83 g a.i. ha⁻¹ in post-emergence. In Indian mustard, quinclorac had an ED₁₀ of 32.96 g a.i. ha⁻¹ in pre-emergence, regardless of soil condition, whereas in post-emergence, no sufficient growth reduction was observed to estimate the ED₁₀ by the MTI for halauxifen-methyl. In sesame, fluroxypyr-methyl had an ED₁₀ of 18.79 g a.e. ha⁻¹ in pre-emergence and 22.70 g a.e. ha⁻¹ in post-emergence. The response to fluroxypyr-methyl differed among species and between application methods, whereas quinclorac showed distinct responses between sesame and the brassica species evaluated. Overall, the results demonstrate that tolerance of these oilseed crops depends on the active ingredient, herbicide rate, and application method. The tolerance of the same species to the same herbicide may vary according to the application method, whether pre- or post-emergence. A shared mechanism of action among herbicides is not sufficient to predict crop tolerance. These results provide a basis for prioritizing active ingredients for field validation and for developing safer chemical weed management strategies for these crops.
Descrição
Área de concentração
Produção vegetal
Linha de pesquisa
Manejo e produção de grandes culturas
Agência de desenvolvimento
Palavra chave
Marca
Objetivo
Procedência
Impacto da pesquisa
Resumen
ISBN
DOI
Citação
FERREIRA, Ana Luiza Pereira. Tolerância de gergelim (Sesamum indicum), carinata (Brassica carinata) e mostarda-indiana (Brassica juncea) a herbicidas aplicados em pré e pós-emergência. 2026. 103 p. Dissertação (Mestrado em Agronomia/Fitotecnia) — Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2026.
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