Trabalho apresentado em evento
Anticorpos anti-Leishmania infantum e Rickettsia rickettsii em cães do município de Lavras, MG, 2010
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Resumo
Os cães são considerados reservatórios de vários patógenos de interesse na saúde pública,
participando na manutenção dos seus ciclos biológicos. Dentre esses, está o protozoário
flagelado Leishmania infantum, agente etiológico da leishmaniose visceral americana, grave
zoonose, de letalidade elevada, principalmente em crianças e idosos. E Rickettsia rickettsii,
bactéria intracelular obrigatória, principal agente etiológico da febre maculosa brasileira, zoonose
importante devido a sua alta taxa de letalidade em seres humanos. Assim, a pesquisa de
anticorpos desses agentes em cães é de relevante interesse em saúde púbica. O objetivo foi
verificar a presença de anticorpos IgG anti-L. infantum e R. rickettsii em cães no município de
Lavras-MG. Amostras de soros de 102 cães, coletadas durante campanha antirrábica urbana de
2010, foram submetidas à reação de imunofluorescência indireta (RIFI). Utilizou-se como ponto
de corte o título 1:80 para L. infantum e 1:64 para R. rickettsii. Informações sobre a criação dos
cães foram obtidas por meio de entrevistas com os tutores. Foi realizado teste qui-quadrado para
avaliar a associação entre sorologia (positiva ou negativa) e variáveis independentes (sexo, porte
e manejo dos animais). O porte foi classificado segundo a raça. Dos 102 cães, seis (5,9%) e 17
(16,7%) foram soropositivos para L. infantum e R. rickettsii, respectivamente. Entre os cães
soropositivos para L. infantum: três eram machos e três fêmeas; um de pequeno, um de grande,
dois de médio porte e o restante (sem definição do porte). Quanto ao manejo, quatro eram
criados sempre soltos, um sempre preso e um sem informação. Dos animais soropositivos para
R. rickettsii, oito eram machos e nove fêmeas. Quanto ao porte, quatro de pequeno, dois de
médio, três de grande porte e os demais (oito) sem definição do porte. Quanto ao manejo, 15
cães eram criados sempre soltos. Não foi encontrada diferença significativa (p>0,05) entre status
sorológico dos cães e as variáveis estudadas. Apenas dois animais apresentaram coinfecção. Os
resultados parciais deste trabalho demonstram que cães de Lavras: 1. já apresentavam
anticorpos para L. infantum antes da primeira notificação em 2013; e 2. anticorpos para R.
rickettsii, que ainda não teve notificação de casos humanos. Isto demonstra a importância dos
cães como sentinela de zoonoses em municípios considerados silenciosos. Estudos mais
abrangentes são necessários para determinar a prevalência e investigar outras associações.
Abstract
Descrição
Área de concentração
Agência de desenvolvimento
Palavra chave
Marca
Objetivo
Procedência
Impacto da pesquisa
Resumen
Palavras-chave
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DOI
Citação
MESQUITA, C. A. M. C. et al. Anticorpos anti-Leishmania infantum e Rickettsia rickettsii em cães do município de Lavras, MG, 2010. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFLA, 31., 2018, Lavras. Anais... Lavras: UFLA, 2018. Não paginado.
