Trabalho apresentado em evento
Frequência de anticorpos anti-Rickettsia rickettsii em cães de área urbana ou rural de Lavras, Minas Gerais
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Resumo
A Febre Maculosa Brasileira (FMB) é uma doença de importância pela alta letalidade, que chega
a 40% em humanos não tratados. É causada por bactérias do gênero Rickettsia que ocasionam
infecções brandas ou letais. A. Rickettsia rickettsii é a espécie mais patogênica para o homem,
capaz também de infectar animais domésticos ou silvestres. Pesquisas de anticorpos
anti-Rickettsia em cães é relevante devido à alta susceptibilidade a infecção, além destes
animais atuarem como sentinelas de riquetsioses, que podem infectar os seres humanos. O
objetivo deste estudo foi comparar a frequência de anticorpos IgG anti-R. rickettsii entre cães
criados em área urbana ou rural de Lavras. Amostras de soros de 199 cães, coletadas durante
campanha antirrábica de 2010, foram submetidas à RIFI (reação de imunofluorescência indireta),
e utilizou-se como ponto de corte (animal soropositivo) título 1:64. Para a coleta de dados sobre
o sistema de criação dos cães foram realizadas entrevistas com tutores sobre possíveis fatores
associados à soropositividade. Na análise estatística foi feito teste qui-quadrado para avaliar a
associação entre sorologia (positiva ou negativa) e variáveis independentes como: sexo, idade,
sistema de criação, raça e local de criação (urbano ou rural). A frequência global de cães com
anticorpos anti-R. rickettsii foi 26,1%(52/199). De 99 cães da área urbana e 100 da área rural, 22
(21,8%) e 30 (30,0%), respectivamente, foram soropositivos para R. rickettsii, porém, sem
diferença significativa(p>0,05) entre os dois grupos. De 52 cães soropositivos, 10 eram fêmeas
(19,0%) e 42 machos (81,0%), 37 (71,7%) sem raça definida, 47 (89,7%) criados sempre soltos,
39 (74,4%) considerados apenas como animais de companhia. Não houve diferença significativa
(p>0,05) entre status sorológico de cães criados em área urbana ou rural, ou com quaisquer das
variáveis analisadas. Estudos epidemiológicos mais abrangentes são necessários para identificar
os fatores de risco associados à infecção na população canina em questão. Este estudo sugere
que cães criados em área urbana ou rural de Lavras estão expostos a infecção por R. rickettsii.
Em Lavras não há registro de casos humanos de FMB, mas a constatação que há circulação do
agente na área demonstra a importância da vigilância de casos.
Abstract
Descrição
Área de concentração
Agência de desenvolvimento
Palavra chave
Marca
Objetivo
Procedência
Impacto da pesquisa
Resumen
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DOI
Citação
MESQUITA, C. A. M. et al. Frequência de anticorpos anti-Rickettsia rickettsii em cães de área urbana ou rural de Lavras, Minas Gerais. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFLA, 31., 2017, Lavras. Anais... Lavras: UFLA, 2017. Não paginado.
