dissertação

Capital cultural e tecnologias digitais: novas formas de inclusão/exclusão social

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Universidade Federal de Lavras

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Programa de Pós-Graduação em Educação

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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG)
Governo Estadual de Minas Gerais - Programa Trilhas do Futuro

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Sociais

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Educação

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

ODS 4: Educação de qualidade

Dados abertos

Resumo

A inserção mandatória das tecnologias digitais no Ensino Médio, frequentemente tratada sob o viés da neutralidade técnica, oculta complexas dinâmicas de reprodução social. Esta dissertação, desenvolvida no formato multipaper, tem como objetivo geral analisar como o capital cultural e as disparidades de infraestrutura tecnológica condicionam a apropriação do ciberespaço por discentes de diferentes estratos socioeconômicos. O referencial teóricometodológico articula a Sociologia da Reprodução, a Pedagogia Histórico-Crítica e a Teoria Crítica da Tecnologia para fundamentar uma abordagem qualitativa que integra ensaio teórico, estudo de caso múltiplo comparativo e pesquisa-ação. Os resultados estruturam-se na progressão de três eixos articulados. O primeiro eixo (Artigo 1) estabelece o tensionamento epistemológico, delineando o conceito de Capital de Prompt e propondo a Pedagogia da Tradução Sociotécnica como caminhos para superar o uso instrumental em direção à soberania intelectual. O segundo eixo empírico (Artigo 2), sustentado por Análise de Conteúdo, revela um abismo de repertório: enquanto o contexto privado opera uma curadoria que garante a Soberania Digital da elite, a rede pública amarga uma desassistência estrutural que aprisiona o estudante na Subserviência Digital. O terceiro eixo materializa-se no Produto Educacional, um videodocumentário construído dialogicamente que atua como dispositivo crítico para desvelar a desigualdade na apropriação tecnológica e o grave descompasso entre as normativas da BNCC Computação e a precariedade material das escolas mineiras. Conclui-se que o enfrentamento da exclusão sociotécnica exige a salvaguarda da infraestrutura viva da educação, demandando que a escola recuse a neutralidade instrumental e assume a direção intencional do letramento crítico, convertendo a tecnologia em um instrumento efetivo de emancipação intelectual

Abstract

The mandatory integration of digital technologies into secondary education, frequently approached through the lens of technical neutrality, conceals complex dynamics of social reproduction. This dissertation, developed in a multipaper format, aims to analyze how cultural capital and disparities in technological infrastructure condition the appropriation of cyberspace by students from different socioeconomic backgrounds. The theoretical-methodological framework articulates the Sociology of Reproduction, Historical-Critical Pedagogy, and the Critical Theory of Technology to ground a qualitative approach that integrates a theoretical essay, a comparative multiple case study, and action research. The results are structured around the progression of three interconnected axes. The first axis (Article 1) establishes an epistemological tension, outlining the concept of Prompt Capital and proposing the Pedagogy of Sociotechnical Translation as pathways to transcend instrumental use toward intellectual sovereignty. The second empirical axis (Article 2), underpinned by Content Analysis, reveals a deep chasm of cultural repertoires: while the private school context operates a curation that ensures the Digital Sovereignty of the elite, the public system endures a structural neglect that traps students within Digital Subservience. The third axis materializes in the Educational Product, a dialogically constructed video documentary that serves as a critical device to unveil inequalities in technological appropriation and the severe mismatch between the National Common Curricular Base (BNCC) Computing guidelines and the material precariousness of schools in Minas Gerais. It is concluded that confronting sociotechnical exclusion requires safeguarding the living infrastructure of education, demanding that the school reject instrumental neutrality and assume the intentional direction of critical literacy, thereby converting technology into an effective instrument of intellectual emancipation.

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Linha de pesquisa

Fundamentos da Educação, corpo e cultura: teoria e prática nos processos educativos

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SANTOS, Miriam Dutra de Faria. Capital cultural e tecnologias digitais: novas formas de inclusão/exclusão social. 2026. 110 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2026.

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